Mãe abandona filha para ficar com o marido mesmo após flagrar estupro na Capital
O crime teria acontecido menos de um mês antes de a adolescente de 14 anos ser 'deixada' aos cuidados da vizinha
19 DEZ 2023 • POR Brenda Assis • 16h26Uma adolescente, de 14 anos, foi abandonada pela mãe quase um mês depois de ter sido estuprada pelo padrasto, em Campo Grande. O crime contra a menor teria sido flagrado pela sua genitora, que chegou a largar do companheiro, mas voltou pouco tempo depois e ‘sumiu no mundo’ com ele.
Conforme o registro policial, há cerca de 18 dias a menor estava vivendo com a vizinha, que conseguiu fazer contato com o pai da garota informando a situação. Morador da cidade de Tapura (MT), ele veio até a Capital para buscar a filha.
A vizinha informou a ele que a mãe da adolescente teria se mudado pra uma fazenda. Para que a mudança acontecesse, a mulher deixou a menina na casa da moradora. O homem não soube dizer para onde a ex havia ido, uma vez que não possuía o endereço dessa fazenda.
Diante da situação, a menor irá se mudar com o pai para o Mato Grosso.
Abandono após estupro – no dia 3 de novembro a Polícia Militar foi acionada para atender uma ocorrência de estupro. Ao chegar no local, as equipes fizeram contato com a mãe da vítima, sendo informados que ela estava dormindo quando ouviu um barulho.
Ao sair para verificar e olhar os cômodos, ela ‘deu falta’ do companheiro e de sua filha, de 14 anos. Olhando em um dos quartos, ela encontrou os dois sem roupa e começou a gritar. Para tentar se defender, o homem disse que a esposa estaria louca e pedia para que a adolescente negasse o que estava acontecendo, mesmo o ato tendo sido presenciado pela genitora.
Na ocasião, ele não chegou a ser preso pois fugiu do local em um carro de aplicativo, antes da chegada das autoridades policiais. Em depoimento, a mulher chegou a dizer que o companheiro havia saído recentemente da prisão, pois cumpria pena por tráfico de drogas.
A menor relatou ter sido ameaçada pelo autor, para que o estupro acontecesse. Ele dizia que mataria a genitora da menina e sua irmã mais nova, enquanto mandava a vítima ficar em silêncio.
Os dois casos foram registrados na DEPCA (Delegacia Especializada de Proteção a Criança e Adolescente), como preservação de direito e estupro de vulnerável.