Vacina da Dengue: Mato Grosso do Sul deve receber o primeiro lote em breve
Apenas o município de Dourados não deve ser beneficiado pelas remessas, uma vez que tem um acordo próprio com o laboratório Takeda
26 JAN 2024 • POR Brenda Assis • 11h55No último sábado (20), o governo federal recebeu a primeira remessa com cerca de 750 mil doses da vacina contra a dengue que será disponibilizada pelo SUS (Sistema Único de Saúde). Agora, a SES (Secretaria de Estado de Saúde) aguarda a distribuição das doses prioritárias para os estados, uma vez que Mato Grosso do Sul está apto para receber esse primeiro lote fornecido pelo Ministério da Saúde.
O anúncio foi realizado nesta quinta-feira (25) e deverá atender 78 municípios do Estado, com exceção de Dourados – que já possui uma estratégia própria. A SES aguarda o Ministério da Saúde informar o quantitativo de doses que serão encaminhadas para MS.
Segundo a coordenadora de Imunização da SES, Ana Paula Goldfinger, a secretaria permanece no aguardo de novas orientações por parte do Ministério da Saúde.
O público-alvo nesse primeiro momento serão crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, faixa etária que concentra o maior número de hospitalização por dengue, dentro do quadro de crianças e adolescentes de 6 a 16 anos.
“Toda a população dentro dessa faixa etária será contemplada, visto que o Ministério da Saúde espera receber novas remessas e, para tanto, ampliar a cobertura de acesso para as demais populações”, assegura Ana Paula.
Segundo estimativa realizada pelo Ministério da Saúde, os municípios de Campo Grande, Três Lagoas, Corumbá e Ponta Porã somam 88.760 crianças e adolescentes, entre 10 e 14 anos.
O esquema vacinal será composto por duas doses com intervalo de três meses entre as doses. A SES aguarda a publicação de Nota Técnica pelo Ministério da Saúde.
O Ministério da Saúde acordou, em conjunto com Conass (Conselho acional de Secretários de Saúde) e Conasems (Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde), os critérios para a definição dos municípios que irão receber as doses, seguindo as recomendações da CTAI (Câmara Técnica de Assessoramento em Imunização) e da OMS (Organização Mundial da Saúde).
As vacinas serão destinadas a regiões de saúde com municípios de grande porte com alta transmissão nos últimos dez anos e população residente igual ou maior a 100 mil habitantes, levando também em conta altas taxas nos últimos meses.