Criminosos que fugiram de Mossoró passam a integrar lista da Interpol
Segundo o vice-presidente da organização, existe a possibilidade de os dois tentarem fugir para países vizinhos do Brasil
15 FEV 2024 • POR Pedro Molina • 14h53A Interpol está trabalhando com a possibilidade dos dois criminosos que fugiram do presídio federal de segurança máxima de Mossoró, no Rio Grande do Norte, tentem escapar para países vizinhos do Brasil.
Os nomes de Rogério da Silva Mendonça, o Querubim, e Deibson Cabral Nascimento, conhecido pelo apelido Tatu, foram colocados pela Interpol na lista de criminosos procurados internacionalmente, a difusão vermelha.
Vandecy Urquiza, vice-presidente da Interpol para as Américas, comentou sobre a possibilidade de os dois quererem deixar o Brasil, já que, em casos como este, existe uma possibilidade de os criminosos tentarem fugir do país onde estavam presos.
"Em casos como esse, há sempre a possibilidade que eles [fugitivos] venham a tentar sair do país. A partir do momento que esses nomes são incluídos nessa difusão [vermelha], nós conseguimos que todos os países que compõe a organização tenham acesso imediatamente a informações", explicou.
Na avaliação de Urquiza, a maior probabilidade é que os dois tentem fugir para países que fazem fronteira terrestre com o Brasil.
No total, 196 países contam com acesso ao banco de dados da Interpol, e já tem acesso às digitais dos dois, aumento a possibilidade de eles serem identificados automaticamente por órgãos de imigração de diversos países.
"Em vários países, o banco de dados da Interpol é cruzado com os bancos de dados nacionais, dados migratórios, lista de passageiros. Isso aumenta o espectro de instrumentos disponíveis para a polícia para tentar localizar a movimentação fora do Brasil", comentou.
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