Foragido da Máxima contava com apoio de facção para tentar fugir para o Paraguai
Além da organização criminosa, Naudiney ainda recebia auxílio de familiares e até pessoas próximas para se manter escondido; ele foi recapturado durante a noite de quarta-feira
7 MAR 2024 • POR Luiz Vinicius e Brenda Assis • 11h40Naudiney de Arruda Martins, de 32 anos, que fugiu do Presídio de Segurança Máxima de Campo Grande na madrugada de segunda-feira (4) e foi recapturado por policiais do Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Bancos, Assaltos e Sequestros) na noite desta quarta-feira (6), tinha um plano bastante ousado para tentar fugir para o Paraguai e que contava com apoio de uma facção criminosa.
Durante a entrevista coletiva na manhã desta quinta-feira (7), o delegado Pedro Cunha explicou que a investigação buscou encontrar pessoas que estariam ligadas ao criminoso, como familiares e outras pessoas próximas, que poderiam estar dando refúgio ao indivíduo.
Nessas diligências e buscas, os policiais chegaram a um local conhecido como "hotel do crime", no bairro Campo Alto, onde uma residência abrigava foragidos da Justiça, entre eles, Naudiney. Mas o plano do criminoso era fugir para o Paraguai com apoio dessa facção criminosa no qual ele participava.
Para tal situação, Martins estava em contato constante com outros membros dessa organização, arquitetando um plano de resgate para que ele saísse dessa residência e fosse levado para o outro país, a fim de fugir de suas obrigações com a justiça brasileira.
"Ele já estava articulando com outros integrantes dessa facção criminosa para viabilizar um resgate para ele naquele local, tendo em vista que ele já estava ali há 3 dias. Desde a fuga dele, ele estava homiziado naquele local, recebendo esse apoio de familiares, de pessoas próximas e já estava procurando resgate com outros integrantes para transportar ele dali para a fronteira do Brasil com o Paraguai", disse o delegado.
O Garras identificou ainda que Douglas Luan Souza Anastácio, o outro criminoso que fugiu da Máxima, estava na residência momentos antes da polícia chegar.
Em decorrência do crime de favorecimento pessoal, uma pessoa, de 18 anos, duas pessoas, de 23 anos, e outro cidadão, de 28 anos, foram encaminhados para o Garras.