Após tentar matar a esposa grávida, pedreiro é condenado a 27 anos de prisão em MS
Acusado deverá ainda, pagar R$ 10 mil à vítima por danos morais
19 MAR 2024 • POR Sarah Chaves, com informações do MPMS e RCN 67 • 12h35O pedreiro Jorge de Souza Vasques de 47 anos, acusado de tentar matar a esposa grávida a facadas emnovembro de 2020, passou por julgamento no Tribunal do Júri da comarca de Três Lagoas na última sexta-feira (15), e foi condenado a uma pena total de 27 anos, cinco meses e 22 dias de reclusão.
O acusado também foi condenado a pagar o valor de R$10 mil à vítima por danos morais. Os jurados, por maioria, afastaram a tese de desclassificação sustentada pela defesa que alegava desistência e não intenção de matar.
O julgamento foi presidido pelo Juiz da 1ª Vara Criminal, Rodrigo Pedrini Marcos, o qual proferiu sentença em plenário, após um longo embate entre acusação e defesa.
Atuou como representante do Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul o Promotor de Justiça Luciano Anechini Lara Leite, sustentando a condenação do réu nos exatos termos da denúncia e pronúncia, por tentativa de homicídio triplamente qualificado, ameaça e aborto provocado.
O caso
A vítima foi atacada por 11 golpes de faca, na altura do pescoço e costas, na época, ela estava grávida de sete meses do filho do acusado.
Ela só escapou da morte pois convenceu o marido a sair do apartamento, devido às duas filhas estarem dormindo em um dos quartos. Do lado de fora, a vítima conseguiu pedir ajuda de um vizinho que forçou o réu a socorrer a esposa até o Hospital Auxiliadora.
Na época, a vítima deu entrada na emergência do hospital, em choque hipovolêmico (perda excessiva de sangue), foi imediatamente levada para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI), onde foi intubada e submetida a uma cirurgia cesariana de emergência.
O bebê morreu às 6h30 do dia 10 de novembro de 2020, 2h após o crime. A mulher ficou três dias em coma e até hoje vive com sequelas no pulmão e no pescoço. O réu foi preso na porta do hospital e acabou confessando o crime.