Polícia

Filial da Groen Engenharia na Capital é alvo da PF em operação desta quinta

Além de 'fraude em processos licitatórios', a instituição é investigada por 'peculato, apropriação e associação criminosa'

9 MAI 2024 • POR Brenda Assis e Luiz Vinicius • 09h51
A Groen tem sede em Florianópolis (SC), com filais em MS - Foto: Luiz Vinicius

A empresa, que amanheceu com a Polícia Federal e a Controladoria Geral da União, batendo na porta é a Groen Engenharia. Com sede em Florianópolis (SC), a empresa tem filiais em Mato Grosso do Sul.

O JD1 tentou entrar em contato com a empresa, mas até a publicação desta matéria não teve resposta.

No local, a reportagem apurou que policiais estão desde as 6h da manhã cumprindo um dos 20 mandados de busca e apreensão, em um dos escritórios da Groen Engenharia, localizado em um prédio na rua Luís Alexandre de Oliveira, conhecida como Via Park, região do Santa Fé, em Campo Grande.

Por meio de nota, a Polícia Federal informou que a operação foi deflagrada por conta de 'fraudes em processos licitatórios, peculato, apropriação e associação criminosa'.

Durante a investigação, as equipes da PF, junto com a Controladoria Geral da União, Ministério Público Federal e Ministério Público do Estado do Mato Grosso do Sul, descobriram fortes indícios de direcionamento ilícito e antieconômico de contratado administrativo, além de superfaturamento e inexecução de parte de obras e serviços em unidades de ensino do município de Três Lagoas.

Foi identificada ainda a existência de empresas de fachada e empresas fantasmas, utilizadas para realizar transações financeiras entre os envolvidos.

Mandados – Hoje, estão sendo cumpridos 20 mandados de busca e apreensão, sendo sete em Campo Grande, cinco em Três Lagoas, seis em Coxim e um em Naviraí. O último mandato de busca e apreensão está sendo cumprido na sete da Groen Engenharia, em Santa Catarina.

Além disso, ainda conforme a nota da Polícia Federal, foram cumpridas uma medida cautelar de sequestro e bloqueio de bens de cada um dos indiciados no valor de R$ 23 milhões.

A operação e ações da PF foram deferidas pela 1ª Vara da Justiça Federal de Três Lagoas.