Polícia

'Minha filha não foi poupada', mãe se revolta após réu pedir segurança por medo de morrer

Adriana Oliveira, genitora de adolescente assassinada reagiu à matéria do JD1 Notícias sobre a atualização do caso

4 SET 2025 • POR Brenda Assis • 17h05
Silas e Aysla foram mortos por engano - Redes Sociais

Após ler a matéria do JD1 Notícias sobre o ‘apelo’ feito por Nicollas Inácio Souza da Silva, acusado de participação na morte dos adolescentes Aysla Carolina de Oliveira Neitzke e Silas Ortiz, ambos de 13 anos, ocorrida em maio de 2024, a mãe Ayla reagiu ao pedido encaminhado ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS).

No comentário, feito nas redes sociais do jornal, Adriana Oliveira pediu por justiça. “Engraçado. Tem medo de morrer, mas não teve medo de tirar a vida de dois inocentes. Por sinal, ela é minha filha, uma criança que não poupada”, detalhou.

Em continuação, a genitora lembra do sofrimento que vem tendo desde a perda da pequena.

“E meu sofrimento, como fica? Tudo que estou passando. Quero que seja feita justiça, seja ela do jeito que for. Sei que não vai trazer minha filha de volta, mas ele tem que pagar sim”, finaliza Adriana.

A genitora de Aysla recebeu suporte de outros leitores do JD1 Notícias: “Meu Deus mulher, que linda sua filha. Que Jesus faça justiça por ela”, disse uma mulher. Enquanto isso, a mãe da pequena chamou os suspeitos de ‘covarde’: “linda mesmo! Foi tirada de mim por esses covardes! Agora eles temem pela vida deles, mas a dela que não foi poupada”, respondeu.

Pedido de troca de presídio por medo de morrer

Nicollas Inácio escreveu uma petição de próprio punho afirmando que está detido na Gameleira II, na Capital, e que sofre ameaças constantes. Ele declarou que "colaborei com a Justiça e estou com 'medo' de acabar perdendo minha vida". 

O acusado relata ainda que permaneceu no setor considerado seguro, mas que foi agredido várias vezes. Nicollas pede que os desembargadores do TJMS autorizem sua transferência para uma unidade prisional "onde não tenha integrantes nenhuma facção". 

Ele indica como opções o Instituto Penal de Campo Grande, no Jardim Noroeste, ou a Penitenciária Estadual de Dourados (PED). Segundo ele, "falaram que vai ficar mais tranquilo sem correr risco de vida" e reforça que o TJMS deve atentar ao "apelo" para que "possa proporcionar-me melhores condições de vida e contribuir para minha reabilitação à sociedade".

O caso será analisado inicialmente pelo desembargador Jairo Roberto de Quadros, sorteado relator do pedido.

Crime que chocou Campo Grande

O homicídio dos adolescentes envolveu seis pessoas, todas presas preventivamente:

Os adolescentes foram atingidos por balas perdidas durante uma tentativa de homicídio contra Pedro Henrique, que sobreviveu após ser ferido na perna. O caso ainda aguarda julgamento.

 

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