Piracema começa com intensificação da fiscalização e proibição da pesca em MS
Período de defeso da Piracema segue até 28 de fevereiro de 2026
5 NOV 2025 • POR Taynara Menezes • 19h33A partir desta quarta-feira (5) está proibida a pesca em todos os rios de Mato Grosso do Sul com o início do período de defeso da Piracema, que segue até 25 de fevereiro de 2026. O termo, de origem tupi, significa “migração de peixes rio acima” e marca o período de reprodução das espécies aquáticas. Durante esse tempo, ficam suspensas todas as modalidades de pesca, inclusive o Pesque e Solte, tanto amadora quanto profissional.
De acordo com a Resolução Semac nº 024/2011, o defeso vale para todas as bacias hidrográficas do Estado. No rio Paraná, o período começou em 1º de novembro, conforme a legislação federal.
O Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul) e a Polícia Militar Ambiental (PMA) executam a Operação Piracema, com foco em combater práticas ilegais e garantir a reprodução natural dos peixes. A ação mobiliza 40 servidores do Imasul, divididos entre equipes em Campo Grande, Dourados, Três Lagoas e Bonito, que atuarão em sistema de revezamento.
O diretor de Licenciamento e Fiscalização do Imasul, Luiz Mário Ferreira, destacou o caráter educativo da operação.
“A Operação Piracema tem um papel educativo e preventivo. As equipes estarão em pontos estratégicos, orientando sobre as regras e fiscalizando para impedir a captura e o transporte irregular de pescado. Nosso objetivo é assegurar que os peixes possam se reproduzir e manter o equilíbrio dos ecossistemas aquáticos”, afirmou.
Além da fiscalização em rios e embarcações, o Imasul também verifica comércios e locais de armazenamento de pescado, exigindo documentos como Declaração de Estoque, Guia de Controle de Pescado (GCP) e Documento de Origem Ambiental (DOA), para garantir a origem legal dos produtos.
A Polícia Militar Ambiental (PMA) irá empregar todo o seu efetivo de trezentos e cinquenta policiais durante o período da Piracema. As ações ocorrerão em pontos estratégicos, com patrulhas terrestres, fluviais e aéreas, além de postos fixos de vigilância 24 horas nos locais mais vulneráveis à captura de peixes, como cachoeiras e corredeiras.