Trabalhadores enfrentam chuva, corridas caras e segundo dia sem ônibus na Capital
Motoristas do Consórcio Guaicurus mantém a greve, mesmo sob determinação judicial de retorno de 70% da frota
16 DEZ 2025 • POR Luiz Vinicius • 07h10Trabalhadores enfrentaram três situações diferentes na manhã desta terça-feira, dia 16, em Campo Grande. A primeira é a falta dos ônibus em decorrência da greve dos motoristas do Consórcio Guaicurus, que estão com salário atrasado e mantém a paralisação mesmo diante de determinação judicial para o retorno dos 70% da frota.
O segundo obstáculo dos campo-grandenses são as corridas de aplicativo que dobraram ou até triplicaram de valor ao longo das primeiras horas da manhã, condicionado também ao fato do clima ter mudado com o retorno da chuva - este, o terceiro fator contrário para quem precisou levantar cedo e continuar a rotina normalmente.
Como informado anteriormente, o sindicato dos motoristas pede pelo pagamento integral do salário referente ao mês de novembro, que seria pago no 5º dia útil de dezembro, o pagamento da segunda parcela do 13º e o depósito do vale. O Consórcio Guaicurus chegou a pagar metade do salário, mas não foi suficiente para cancelar a greve.
Nesta terça-feira, inclusive, está prevista uma reunião na sede do TRT-MS (Tribunal Regional do Trabalho) para tentar costurar um acordo e finalizar a greve. Porém, enquanto isso não acontece, o sindicato está sujeito a pagar uma multa de R$ 20 mil por dia, em razão do não cumprimento da determinação de retornar com 70% da frota.
Enquanto isso, os trabalhadores que precisam do transporte público, buscaram outras alternativas. Além das 'caronas amigas', as corridas por aplicativo se tornaram a saída mais rápida, porém algumas pessoas se assustaram com o preço ao longo da manhã desta terça. Os valores subiram consideravelmente e muitos optaram por não irem trabalhar.
O 'drama' aumenta ainda mais em razão do clima em Campo Grande, que amanheceu chuvoso e, segundo a meteorologia, não terá trégua.