Crise climática altera cuidado da Atenção Primária à Saúde na gestão de populações
Idosos, crianças, gestantes e pessoas com comorbidades ou em uso contínuo de medicação estão entre os mais vulneráveis ao calor extremo
1 JAN 2026 • POR Luiz Vinicius • 17h55O verão chegou acompanhado de um cenário de atenção redobrada para a saúde da população. O aumento das temperaturas e a intensificação de eventos climáticos extremos têm provocado impactos significativos no organismo humano, elevando a incidência de doenças e agravando condições crônicas.
Entre os principais riscos estão a desidratação, tonturas, queda de pressão arterial, descompensação de doenças crônicas e insuficiência renal. Idosos, crianças, gestantes e pessoas com comorbidades ou que fazem uso contínuo de medicamentos formam o grupo mais vulnerável.
Em regiões atingidas por queimadas, o cenário se agrava com o aumento de casos de asma, bronquite e Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC).
Dados reforçam a gravidade do problema. Um estudo publicado em 2024 por pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e Universidade de Lisboa aponta que as ondas de calor foram responsáveis por cerca de 48 mil mortes no Brasil entre 2000 e 2018. Já a Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que o calor extremo cause aproximadamente 500 mil mortes por ano em todo o mundo.
Diante desse cenário, a Amparo Saúde, empresa do Grupo Sabin especializada em gestão de saúde populacional, destaca o papel estratégico da Atenção Primária à Saúde (APS) na prevenção e no manejo dos riscos. Segundo o coordenador técnico da Amparo, Leonardo Demambre Abreu, médico de Família e Comunidade, medidas simples como evitar exposição solar nos horários mais quentes do dia, manter boa hidratação e adequar a prática de atividades físicas às condições climáticas são fundamentais para reduzir complicações.