China e Rússia condenam ataque dos EUA na Venezuela e pedem libertação de Maduro
Países se manifestaram durante reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU
5 JAN 2026 • POR Taynara Menezes, com Agência Brasil • 15h50China e Rússia condenaram duramente o ataque militar dos Estados Unidos na Venezuela e pediram a libertação imediata do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, durante reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU, nesta segunda-feira (5).
O embaixador chinês Fu Cong disse que Pequim está “profundamente chocada” e acusou os EUA de atos ilegais, de intimidação e de violar a soberania venezuelana, a não interferência em assuntos internos e a proibição do uso da força.
Já o representante russo, Vasily Nebenzya, afirmou que a ação representa um desrespeito às leis internacionais. Ele classificou a retirada forçada de Maduro como “sequestro”, condenou a morte de civis e pediu a libertação imediata do presidente, a quem chamou de líder legítimo eleito. A Rússia declarou apoio ao governo venezuelano e criticou o que chamou de imperialismo norte-americano, citando o interesse dos EUA no petróleo do país.
Segundo o governo dos Estados Unidos, militares americanos retiraram Maduro e sua esposa da Venezuela no sábado (3). A operação provocou explosões em Caracas e mortes de integrantes das forças de segurança. Maduro foi levado a Nova York para responder a acusações relacionadas ao tráfico internacional de drogas.
O casal passou por audiência de custódia nesta segunda-feira e está detido em um presídio federal no Brooklyn, onde será oficialmente notificado das acusações.