EUA apreendem dois navios-petroleiros por violar sanções comerciais
De acordo com a secretária nacional de Segurança Interna os dois navios-tanques atracaram ou estavam a caminho da Venezuela.
7 JAN 2026 • POR Taynara Menezes, com Agência Brasil • 17h49A Guarda-Costeira dos Estados Unidos apreendeu dois navios-petroleiros na manhã desta quarta-feira (7), em águas internacionais, em cumprimento a um mandado judicial emitido por um tribunal federal, por violarem sanções comerciais impostas pelos EUA.
De acordo com a secretária nacional de Segurança Interna, Kristi Noem, os dois navios-tanques atracaram ou estavam a caminho da Venezuela. O Marinera, de bandeira russa, foi alcançado no Atlântico Norte, na zona econômica exclusiva da Islândia, e havia sido registrado anteriormente como Bella I. “Este petroleiro vinha tentando fugir da Guarda Costeira há semanas, até mesmo mudando sua bandeira e pintando um novo nome no casco, em uma tentativa desesperada e fracassada de escapar”, afirmou a secretária em um texto publicado nas redes sociais.
O segundo navio-tanque, identificado como M/T Sophia, foi apreendido próximo ao Caribe. Segundo o Comando Sul dos EUA, “a embarcação interditada estava operando em águas internacionais, realizando atividades ilícitas” e será escoltada pela Guarda Costeira até os Estados Unidos.
O secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth, reafirmou nas redes sociais que o bloqueio à comercialização de petróleo venezuelano “sancionado e ilícito permanece em pleno efeito, em qualquer lugar do mundo”. “Os Estados Unidos continuam a impor o bloqueio contra todos os navios fantasmas que transportam, ilegalmente, petróleo venezuelano para financiar atividades ilícitas, roubando do povo venezuelano. Somente o comércio de energia legítimo e legal, conforme determinado pelos EUA, será permitido”, escreveu.
O governo russo classificou a apreensão do Marinera como uma violação do direito marítimo internacional. “De acordo com a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar, de 1982, a liberdade de navegação se aplica em alto-mar, e nenhum Estado tem o direito de usar a força contra navios devidamente registrados nas jurisdições de outros Estados”, informou o Ministério dos Transportes, acrescentando que perdeu contato com o navio após a abordagem dos EUA.