UPA do Coronel Antonino opera em condições 'precárias', aponta Conselho de Saúde
O órgão alerta para riscos a pacientes e servidores e determina ações emergenciais
8 JAN 2026 • POR Sarah Chaves • 11h12O Conselho Municipal de Saúde de Campo Grande notificou oficialmente a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) sobre graves irregularidades estruturais, assistenciais e de segurança na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Coronel Antonino, após visita técnica realizada no local. O órgão alerta para riscos iminentes à integridade de pacientes e trabalhadores do SUS e cobra providências imediatas da gestão municipal.
Conforme o documento assinado na terça-feira (7), os problemas identificados extrapolam falhas pontuais de manutenção e configuram condições incompatíveis com o funcionamento seguro de uma unidade de urgência e emergência. Entre as situações críticas estão fios elétricos expostos, tomadas soltas, instalações improvisadas e pontos elétricos sobre paredes com infiltrações, mofo e reboco deteriorado, o que eleva o risco de choques elétricos, curtos-circuitos e incêndios.
A vistoria também constatou ar-condicionado inoperante na triagem e na enfermaria, "submetendo pacientes em observação e profissionais a ambiente excessivamente quente e insalubre, em desacordo com normas mínimas de ambiência assistencial". No espaço de repouso dos trabalhadores, foram encontradas camas quebradas, colchões deteriorados, ausência de climatização adequada e ambientes com infiltrações e mofo, situação classificada pelo Conselho como violação de princípios básicos de dignidade e saúde ocupacional.
O documento aponta ainda degradação estrutural generalizada, com paredes e tetos deteriorados, janelas quebradas e esquadrias corroídas, além de mobiliário precário.
Diante da gravidade, o Conselho determinou que a Secretaria adote medidas emergenciais, restabeleça a climatização, apresente plano formal de intervenção com cronograma e fontes de recursos. A não manutenção pode caracterizar omissão administrativa grave, com encaminhamento aos órgãos de controle externo.
O JD1 entrou em contato com a Sesau sobre quais serão as providências e aguarda retorno.