Justiça

'Paz social' é citada por juíza ao negar liberdade a policial do Garras preso com propina

Augusto Torres está detido desde 28 de novembro de 2025, quando foi flagrado em um esquema envolvendo crimes relacionados ao transporte de mercadorias oriundas de descaminho e contrabando

9 JAN 2026 • POR Vinícius Santos • 12h51
Viatura da delegacia GARRAS - - Foto: PCMS

Em decisão recente, a Justiça Federal de Campo Grande negou liberdade ao policial civil Augusto Torres Galvão Florindo, acusado de envolvimento em práticas de corrupção e outros crimes. Com isso, ele permanece preso preventivamente.

Augusto Torres está detido desde 28 de novembro/25, quando foi flagrado em um esquema de recebimento de propina para deixar de atuar em situações envolvendo crimes relacionados ao transporte de mercadorias oriundas de descaminho e contrabando. Conforme apurado, o policial teria recebido mais de R$ 100 mil em propina.

Em razão da prisão, ele foi afastado das funções na Polícia Civil de Mato Grosso do Sul (PCMS), onde atuava na Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubo a Banco, Assaltos e Sequestros).

Outro envolvido no esquema é Marcelo Raimundo da Silva, que não é policial e também foi preso na mesma ação da Polícia Federal que resultou na prisão de Augusto Torres.

Liberdade negada
Ao analisar o pedido de soltura, a juíza Franscielle Martins Gomes Medeiros decidiu, pela manutenção da prisão preventiva. Na fundamentação, a magistrada afirmou que a “gravidade concreta da conduta é evidente e, por isso, quaisquer medidas cautelares diversas da prisão seriam insuficientes para salvaguardar a paz social”.

A juíza também destacou que a prisão deve ser mantida porque, segundo consignou nos autos, “o que se extrai dos autos é que a colocação em liberdade de Augusto Torres Galvão Florindo acarreta, sim, claro, concreto e perigoso risco à ordem pública”.

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