Polícia

Atuação firme do Gaeco/MPMS gera 107 prisões e enfraquece finanças do crime organizado

O balanço de 2025 evidencia a atuação do Ministério Público Estadual no enfrentamento ao tráfico de drogas, à corrupção em prefeituras e a esquemas criminosos que envolvem até forças policiais

12 JAN 2026 • POR Vinícius Santos • 08h37
Sede do Gaeco - MPMS - Reprodução/Investiga MS

O balanço anual do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) sobre as ações desenvolvidas em 2025 revela resultados expressivos no enfrentamento ao crime organizado. 

De acordo com os dados oficiais, as operações conduzidas pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco/MPMS) resultaram em 107 prisões realizadas e no cumprimento de 370 mandados de busca e apreensão ao longo do ano.

As ações reforçam o papel estratégico do Gaeco/MPMS na segurança pública e no combate à criminalidade altamente estruturada, considerada de elevado impacto social. 

Segundo o Ministério Público, o grupo especializado deflagrou 11 operações originadas de investigações próprias, além de prestar apoio a Ministérios Públicos de outros estados, cumprindo a função de integração nacional na ofensiva contra organizações criminosas.

Conforme o balanço, as investigações atingiram diferentes modalidades criminosas, incluindo tráfico de drogas, lavagem de dinheiro, corrupção, corrupção de agentes de segurança pública, crimes cibernéticos, milícias e exploração do jogo do bicho. A atuação foi marcada pelo uso intensivo de tecnologia e inteligência investigativa.

Um dos destaques foi o avanço tecnológico empregado nas apurações. A extração forense de dados a partir das apreensões realizadas pelo Gaeco alcançou 185 dispositivos informáticos, sendo 108 aparelhos celulares, garantindo a produção de provas consideradas cruciais para subsidiar decisões do Poder Judiciário. 

Também houve atuação robusta na vigilância telemática e telefônica, com o afastamento de sigilo de 362 contas em plataformas digitais e a interceptação de 294 linhas telefônicas, todas mediante autorização judicial.

O Gaeco/MPMS também prestou auxílio direto em 52 solicitações de apoio formuladas por outras forças públicas, fortalecendo a cooperação institucional e a integração no combate ao crime organizado.

Outro eixo central das ações, conforme esclarece o Ministério Público, foi a asfixia financeira das organizações criminosas, considerada um pilar estratégico para ir além do simples encarceramento de infratores. 

Como resultado direto dessa linha de atuação, o Gaeco/MPMS conseguiu indisponibilizar mais de R$ 10 milhões em recursos, entre veículos de luxo, imóveis e valores em espécie, enfraquecendo o poder logístico e operacional das facções.

As investigações também miraram a logística do tráfico de drogas e os esquemas de lavagem de dinheiro, especialmente aqueles realizados por meio de empresas de fachada e mecanismos cibernéticos. 

No campo do combate à corrupção, as ações alcançaram prefeituras e órgãos públicos do interior de MS, com apurações sobre fraudes em licitações e pagamento de propinas a agentes públicos para favorecer empresas em contratos de serviços essenciais.

Operações do Gaeco em 2025

- Operação Snow (2ª fase) – 15 de janeiro: repressão ao tráfico de drogas e à logística criminosa.

- Operação Ad Blocker – 28 de janeiro: combate à lavagem de dinheiro e crimes cibernéticos.

- Operação Malebolge – 18 de fevereiro: repressão à corrupção e desvios de recursos públicos.

- Operação Blindspot – 9 de julho: identificação de falhas em sistemas de segurança utilizados pelo crime.

- Operação Malebolge (2ª fase) – 24 de julho: continuidade das investigações na administração pública.

- Operação Blindspot (2ª fase) – 6 de agosto: nova ofensiva contra a rede logística de facções.

- Operação Spotless – 9 de setembro: apuração de ilícitos específicos por delegação do Procurador-Geral de Justiça.

- Operação Copertura – 1º de outubro: desarticulação de empresas de fachada.

- Operação Blindagem – 7 de novembro: reforço da repressão ao crime organizado em áreas estratégicas.

- Operação Successione (4ª fase) – 25 de novembro: investigação avançada sobre sucessão e comando de atividades ilícitas.

- Operação Fachada – 3 de dezembro: repressão a negócios usados para ocultação de bens e lavagem de capitais.

O Ministério Público de Mato Grosso do Sul destaca que o foco das ações permanece na asfixia financeira das organizações criminosas e no uso intensivo de tecnologia para desarticular esquemas de corrupção.

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