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Para Riedel, assinatura da Rota da Celulose abre nova fase da infraestrutura em MS

O governador detalhou concessões de rodovias que serão formalizadas na próxima semana, ferrovia privada e novos investimentos

24 JAN 2026 • POR Sarah Chaves • 13h32
Governador Eduardo Riedel (PP) - Saul Schramm

A infraestrutura voltou ao centro da estratégia de desenvolvimento de Mato Grosso do Sul, segundo o governador Eduardo Riedel (PP), durante entrevista à rádio Tribuna Livre. Ao tratar do municipalismo e da relação do Estado com as prefeituras, ele afirmou que investir em logística é essencial para sustentar o crescimento econômico e atrair novos empreendimentos.

Um dos marcos citados pelo governador é o início da Rota da Celulose. “A infraestrutura é vital para esse processo de crescimento. Dia 27 agora, terça-feira, é a assinatura do início da Rota da Celulose. São 870 quilômetros de rodovias, federais e estaduais, que vão estar sob comando de um privado”, afirmou. O contrato será formalizado no dia 27, com apresentação pública do projeto no dia 2 de fevereiro.

Segundo Riedel, a concessionária, liderada pela XP, deverá detalhar os primeiros passos do investimento. “Eles vão apresentar qual é o plano dos 100 dias e qual é o cronograma que foi contratado”, disse. O governador destacou que a iniciativa envolve bilhões de reais e faz parte de um redesenho logístico do Estado.

Outro avanço citado é a implantação da primeira ferrovia privada do país, a Short Line, ligando a unidade da Arauco ao terminal intermodal de Inocência. “Dia 5 nós vamos estar em Inocência lançando essa ferrovia, com 52 quilômetros, conectando a malha que desce do Norte com a malha Oeste e a malha paulista”, explicou.

Riedel também mencionou o papel das hidrovias e novos projetos industriais. “Eu sempre falo que Mato Grosso do Sul tem dois Mississipis: o Paraguai e o Paraná”, afirmou. Enquanto o Rio Paraguai caminha para concessão, o Rio Paraná já está no centro das negociações para a instalação de uma nova fábrica de celulose da Bracell, além da discussão sobre um porto para transporte de madeira e celulose a partir de Bataguassu.

Para o governador, os resultados desse ciclo de investimentos ficarão mais claros nos próximos anos. “Daqui a cinco anos, a gente vai olhar para esse Estado e vai dizer: o que aconteceu? Com rodovia duplicada, ferrovia funcionando, hidrovia funcionando, pleno emprego e queda contínua da pobreza extrema”, afirmou. Ele reforçou que o desafio é manter o equilíbrio fiscal para sustentar os investimentos e elogiou a bancada federal pelo apoio a projetos estruturantes, independentemente de alinhamento político.