Antes de ser preso, feminicida de Rosana disse que 'tomaria chá de camomila' em Corumbá
O homem ainda ameaçou os policiais dizendo ter parentesco com o prefeito e acabaria com a carreira deles
26 JAN 2026 • POR Luiz Vinicius • 07h10Antônio Lima Ohara, de 72 anos, preso em flagrante pelo feminicídio cometido contra a ex-mulher Rosana Candia Ohara, de 62 anos, debochou do crime e disse que 'tomaria um chá de camomila' antes de ser conduzido para a delegacia de Corumbá, entre a noite de sábado (24) e a madrugada de domingo (25).
Ele estava escondido na casa do irmão, no bairro Universitário, e ao ser localizado pela equipe da DAM (Delegacia de Atendimento à Mulher), reagiu com agressividade e desobedeceu às ordens dos policiais.
"Eu vou tomar meu chá de camomila primeiro. Minha cunhada está fazendo chá e vou tomar", declarou. Após a frase dita, ele foi preso e algemado pelos policiais diante da situação de flagrante.
Durante o trajeto para a delegacia, Antônio passou a ameaçar os policiais, alegando que tinha parentesco com o prefeito de Corumbá e usaria a influência para prejudicar a carreira dos agentes de segurança pública.
"Vocês vão ver, sou parente do prefeito. Vou acabar com a carreira de vocês, vocês não me conhecem, nem sabem o motivo do que eu fiz. Eu tenho advogado e vou acabar com vocês", disse. A versão consta na complementação do boletim de ocorrência.
O autor das agressões contra Rosana foi autuado por ameaça, desacato e feminicídio.
O caso - A Polícia Militar foi acionada após uma testemunha relatar ter visto o suspeito agredindo a ex-esposa com um pedaço de madeira. Ao chegar ao local, a equipe encontrou viaturas do Corpo de Bombeiros, que já haviam iniciado os primeiros atendimentos. No entanto, a vítima já estava sem vida.
Testemunhas relataram que ouviram gritos de socorro e, ao olhar por cima do muro visualizaram o autor, Antônio Lima de Ohara, desferindo vários golpes na região do rosto e da cabeça da vítima, que estava caída ao solo.
Mesmo após ser advertido por um vizinho de que a polícia seria chamada, o suspeito teria continuado as agressões, chegando a sorrir enquanto golpeava a ex-companheira.