Com ano eleitoral, Senado inicia 2026 com novo equilíbrio entre bancadas
As trocas partidárias e posse de suplentes alteraram o ranking das siglas
27 JAN 2026 • POR Sarah Chaves • 09h23Em ano eleitoral, o Senado começa 2026 já sob um cenário de mudanças na correlação de forças entre os partidos, resultado de trocas de legenda, desfiliações e da posse de suplentes ao longo do último ano. O período, tradicionalmente marcado por rearranjos políticos, antecipa um ambiente ainda mais instável com a proximidade das eleições de outubro.
Nesse contexto, o Partido Liberal (PL) inicia o último ano da atual legislatura como a maior bancada da Casa, com 15 senadores. O número representa um crescimento em relação ao início de 2025, quando o partido tinha 14 cadeiras, e coloca o PL na liderança que vinha sendo ocupada pelo PSD desde 2023.
O PSD aparece agora na segunda posição, com 14 parlamentares, após perder uma cadeira em comparação ao ano passado. Na sequência está o MDB, que mantém o terceiro lugar, mas também registra redução e passa a contar com 10 senadores. Completam o grupo das cinco maiores bancadas o PT, com 9 integrantes, e o PP, com 7.
A alteração no ranking não se resume a uma simples troca de posições. A chamada “dança das cadeiras” reflete uma série de movimentos registrados ao longo de 2025, incluindo mudanças de partido e a entrada de suplentes no lugar de titulares.
Entre os casos mais relevantes estão a saída de Alan Rick (AC) do União Brasil para o Republicanos e a de Márcio Bittar (AC), que deixou o União Brasil e se filiou ao PL. Também houve a migração de Daniella Ribeiro (PB) do PSD para o PP, além da desfiliação de Giordano (SP) do MDB, que atualmente está sem partido.
No campo das substituições, em outubro, José Lacerda (PSD-MT) assumiu a vaga deixada pela senadora Margareth Buzetti (PP-MT), primeira suplente de Carlos Fávaro, ministro da Agricultura. Lacerda havia sido eleito como segundo suplente na chapa. Outras mudanças, porém, não impactaram a contagem das bancadas, como a posse de Bruno Bonetti (PL-RJ), suplente de Romário (PL-RJ), em dezembro, com permanência prevista até março.
Até o fim de 2026, novas alterações ainda devem ocorrer, impulsionadas por licenças, convocações de suplentes e eventuais trocas partidárias, movimento comum em anos eleitorais. O cenário tende a ficar ainda mais dinâmico em 2027, já que dois terços das cadeiras do Senado estarão em disputa nas eleições de outubro, o que pode redesenhar o equilíbrio de forças na Casa a partir do próximo ano.