Polícia Científica orienta população a manter preservação de local de crime em MS
As alterações indevidas nesse cenário podem dificultar a leitura técnica e a análise pericial
29 JAN 2026 • POR Luiz Vinicius • 16h23A Polícia Científica de Mato Grosso do Sul traz orientações importantes sobre a preservação de local de crime e que isso pode ajudar na elucidação dos casos com maior eficácia, mantendo a produção de provas seguras.
O trabalho pericial se baseia na identificação e análise de vestígios como manchas de sangue, fluidos corporais, marcas no solo, posição de objetos, fragmentos, sinais no ambiente e registros digitais.
Conforme a Polícia Científica, as alterações indevidas nesse cenário podem dificultar a leitura técnica e a análise pericial.
Grande parte das interferências ocorre sem intenção. Circular pela área, tocar em objetos, recolher pertences, movimentar veículos ou registrar imagens para divulgação imediata são atitudes que, muitas vezes adotadas na tentativa de ajudar, podem dificultar o trabalho pericial.
No ambiente digital, os cuidados também são necessários. Celulares, computadores e outros dispositivos eletrônicos armazenam informações relevantes para a apuração dos fatos. Preservar esses equipamentos sem manuseio indevido contribui para a adequada realização dos exames periciais.
Ao longo de 2025, a Polícia Científica realizou 95.274 exames periciais, com atendimento aos 79 municípios de Mato Grosso do Sul, abrangendo as áreas de Criminalística, Medicina Legal, Análises Laboratoriais Forenses e Identificação.
"A colaboração da população é essencial. Respeitar o isolamento do local e seguir as orientações das autoridades contribui diretamente para o esclarecimento das cenas periciadas, para a Justiça e para as famílias que aguardam respostas", diz a nota.