Justiça

Gerente dos Correios é preso em flagrante por furto de mercadorias

A Justiça autorizou o acesso aos dados do celular do investigado, com o objetivo de apurar a possibilidade de concurso de agentes ou participação de terceiros no esquema de furto

30 JAN 2026 • POR Vinícius Santos • 11h54
Agência dos Correios - Marcelo Camargo/Agência Brasil

O gerente de uma agência dos Correios em Goiânia (GO) foi preso em flagrante nesta semana, suspeito de furtar mercadorias da Central de Distribuição. A prisão foi feita pela Polícia Militar, que deteve Waldiney Rodrigues da Silva no dia 26 de janeiro de 2026.

Conforme documento ao qual o JD1 Notícias teve acesso, a Polícia Militar foi acionada para atender uma ocorrência de furto na Central de Distribuição dos Correios, localizada na rua 04, Setor Central, em Goiânia. No local, um funcionário dos Correios relatou que, há algum tempo, vinha sendo percebido o desaparecimento de mercadorias do setor.

Diante da situação, o supervisor teria ajustado uma câmera de monitoramento para identificar quem estaria, supostamente, subtraindo os produtos. No fim da tarde do dia 26, o funcionário percebeu que Waldiney Rodrigues da Silva, gerente do referido centro de distribuição, teria aberto três embalagens, retirado os itens e colocado os objetos em sua mochila.

Com base no histórico, os policiais militares abordaram o acusado no momento em que ele deixava o centro de distribuição. Durante a busca pessoal, foram encontrados dentro da mochila dois aparelhos celulares (um iPhone e um POCO), dois fones de ouvido e quatro lâmpadas automotivas. Questionado sobre os objetos, Waldiney confessou a prática do crime e informou que haveria mais produtos de origem ilícita em sua residência.

Os policiais foram até o endereço indicado, onde localizaram três aparelhos celulares, dois fones de ouvido, três relógios, dois dispositivos Echo Dot Alexa e um carregador portátil. Diante dos fatos, o acusado foi encaminhado à Polícia Federal para as providências cabíveis.

Justiça concede liberdade mediante fiança

Apresentada a situação, a Justiça Federal – Seção Judiciária de Goiás decidiu pela soltura do acusado, com parecer favorável do Ministério Público Federal.

Segundo a decisão, não foi constatada a necessidade de decretação da prisão preventiva, uma vez que não se trata de crime praticado com violência ou grave ameaça, nem foram identificados elementos que indiquem risco de fuga ou de não aplicação da lei penal. As circunstâncias também não apontaram necessidade da medida cautelar extrema para garantia da ordem pública.

Apesar da liberação, foi fixada fiança no valor de três salários mínimos, totalizando R$ 4.863,00. Com o recolhimento da quantia, a decisão passou a ter força de alvará de soltura.

A Justiça também autorizou o acesso aos dados do celular do investigado, com o objetivo de apurar a possibilidade de concurso de agentes ou participação de terceiros no esquema de furto de mercadorias postais.

Outro Lado - Procurado pela reportagem, o Correios informou que "A operação realizada pela Polícia Militar de Goiás foi resultado de uma ação conjunta entre os Correios e o órgão de segurança pública. Assim que foram identificadas, por meio de monitoramento interno, atitudes suspeitas por parte do empregado, os Correios acionaram as autoridades competentes para investigação e devida apuração.
A empresa mantém trabalho contínuo de prevenção e combate a crimes contra os serviços postais, em parceria com os órgãos de segurança pública". 

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