Simone Tebet descarta disputa pelo governo de SP e cita Haddad e Alckmin
Ministra diz que conversa com Lula sobre candidatura segue em aberto e sem definição de cargo ou estado
30 JAN 2026 • POR Sarah Chaves • 13h36A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, afirmou nesta sexta-feira (30) que deixará o comando da pasta até 30 de março para disputar as eleições deste ano. Embora tenha confirmado a intenção de concorrer, ela disse que ainda não está definido o cargo ao qual será candidata.
Segundo Tebet, o tema já foi tratado em conversa com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), inclusive com menção a uma eventual candidatura ao Senado. A ministra também sinalizou que não deve entrar na disputa pelo Governo de São Paulo, ao avaliar que o estado já conta com nomes competitivos no campo governista.
“São Paulo tem dois nomes de peso, relevantes, com condições reais de ir muito bem e até levar a eleição para o segundo turno”, afirmou, ao citar o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e o vice-presidente Geraldo Alckmin.
O nome de Tebet vinha sendo ventilado como possível alternativa para enfrentar o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), diante da resistência de Haddad em disputar o Palácio dos Bandeirantes e da inclinação de Alckmin em permanecer como vice na chapa presidencial. Ainda assim, a ministra evitou confirmar qualquer cenário.
Por enquanto, disse Tebet, a única definição é sua saída do ministério e a candidatura “a alguma coisa”. Nas conversas iniciais, foram cogitadas possibilidades tanto em São Paulo quanto em Mato Grosso do Sul, seu estado de origem. Ela ressaltou, porém, que nenhuma decisão foi formalizada e que novas reuniões devem ocorrer antes do Carnaval.
“Não discutimos mudança partidária, não discutimos cargos, não discutimos nem Governo do Estado de São Paulo”, afirmou. Tebet acrescentou que, em outro momento, chegou a receber convite do PSB, mas que o tema não está em pauta neste momento.
A ministra participou, nesta sexta, de um evento no Insper para o lançamento de um observatório voltado à qualidade do gasto público. No encontro, ela avaliou que, superado o calendário eleitoral, o governo terá melhores condições de avançar no controle das despesas, algo que, segundo ela, não foi possível no ciclo anterior.