Política

Flávio Bolsonaro avalia lançar Nikolas Ferreira ao governo de Minas

A articulação envolve partidos do centrão e mira um palanque forte no segundo maior colégio eleitoral do país

2 FEV 2026 • POR Sarah Chaves • 11h24
Deputado federal Nikolas Ferreira (PL) - Pedro Ladeira/Folhapress

O pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) voltou a discutir a possibilidade de lançar o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) ao Governo de Minas Gerais em 2026, em uma articulação que envolve partidos do centrão. A movimentação ganhou força nos últimos dias e foi tema de conversas com dirigentes do União Brasil e do PP, legendas que integram uma federação.

Segundo aliados, o plano depende diretamente da decisão do atual governador Romeu Zema (Novo), cotado para compor uma eventual chapa presidencial como vice de Flávio. O objetivo seria garantir ao PL um palanque competitivo em Minas, segundo maior colégio eleitoral do país e considerado decisivo nas disputas nacionais.

Hoje, Zema é pré-candidato ao Planalto e tem como sucessor natural o vice Matheus Simões (PSD), que já declarou apoio a ele. Com isso, integrantes do PL avaliam o risco de o partido ficar sem um nome forte no Estado caso não lance candidatura própria ao governo mineiro.

Apesar do entusiasmo de aliados, Nikolas Ferreira já teria sinalizado, em outras ocasiões, que não tem interesse em disputar um cargo majoritário em 2026. Mesmo assim, o deputado voltou ao centro das articulações por ser visto como um nome de forte apelo eleitoral, com grande alcance nas redes sociais e capacidade de mobilização de rua. O parlamentar foi o deputado mais votado do país em 2022, com 1,47 milhão de votos, e a expectativa no PL é de crescimento em 2026.

Procurado, o coordenador da campanha de Flávio, Rogério Marinho (PL-RN), disse não ter conhecimento das tratativas, mas elogiou o deputado e afirmou que o partido apoiaria uma eventual candidatura.

Caso Nikolas não aceite, o PL avalia outras alternativas em Minas. Entre os nomes citados está o senador Cleitinho (Republicanos), que também aparece em cenários analisados pelo governo federal, enquanto o presidente Lula (PT) busca viabilizar um candidato competitivo no Estado.