Política

Simone diz que poderá deixar cargo de ministra antes do prazo legal 'se o presidente solicitar'

As definições sobre seu futuro político ainda não chegou a ser definido oficialmente

2 FEV 2026 • POR Brenda Assis e Sarah Chaves • 16h42
Ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet (MDB) - Sarah Chaves

A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet (MDB), afirmou que deixará o cargo até 30 de março para disputar as eleições de 2026, independentemente de ser candidata por Mato Grosso do Sul ou por São Paulo, detalhou a ministra.

Segundo ela, a única decisão tomada até agora é que concorrerá a um cargo majoritário, mas o estado ainda não está definido. A declaração foi feita durante conversa com jornalistas na manhã desta segunda-feira (2) e ocorre em meio às especulações sobre uma possível candidatura de Tebet por São Paulo, hipótese que ela voltou a tratar com cautela.

“Não tem ainda uma definição se eu serei candidata por São Paulo ou por Mato Grosso do Sul. A única definição é que eu serei candidata”, disse.

Simone também afirmou que pode deixar o ministério antes do prazo legal, caso o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) peça. “Até 30 de março, ou antes, se o presidente solicitar”, afirmou ao JD1.

Durante a fala, Tebet reforçou que seu desejo pessoal é disputar novamente o Senado Federal, cargo que já ocupou. Ela negou que haja qualquer decisão sobre uma candidatura ao governo paulista ou que o colégio eleitoral já esteja definido.

“Não avançamos em relação a cargos. O presidente sabe, do meu coração, a vontade de disputar o Senado Federal. É onde eu sei trabalhar”, afirmou, destacando o perfil de embate e defesa de posições políticas.

Ao justificar a decisão de colocar o nome à disposição, a ministra fez uma defesa do governo federal e dos resultados econômicos recentes. Segundo ela, os indicadores reforçam a necessidade de continuidade do projeto político liderado por Lula.

“O Brasil saiu do mapa da fome, estamos vivendo praticamente pleno emprego, aumento do salário mínimo acima da inflação e crescimento médio de 3% por quatro anos consecutivos”, disse. “Se tudo está dando certo, não faz sentido eu não colocar a minha vontade pessoal de lado.”

Tebet ainda descartou qualquer discussão sobre 2030, mas destacou a importância simbólica de ter o nome projetado nacionalmente. Ela também afirmou que, independentemente do estado pelo qual concorra, não deixará de representar Mato Grosso do Sul. “Onde eu estiver, nunca vou deixar de olhar para Mato Grosso do Sul. Quero mostrar que o Estado tem talentos, tem competência”, afirmou.

Segundo Tebet, novas conversas com o presidente Lula devem ocorrer até o Carnaval, o que pode ajudar a definir os próximos passos. Até lá, o cenário segue em aberto.