Polícia

Advogado que defendeu serial killer é preso por efetuar tiros na Mata do Jacinto

Jean Carlos Cabreira estava embriagado no momento dos disparos e alegou ter 'agido por impulso' já que tem desafetos na região

7 FEV 2026 • POR Brenda Assis • 16h32

O advogado Jean Carlos Cabreira, de 43 anos, foi preso na madrugada deste sábado (7) após efetuar um disparo de arma de fogo e ser flagrado com uma pistola de uso restrito, no bairro Mata do Jacinto, em Campo Grande.

Segundo o boletim de ocorrência, a Polícia Militar foi acionada após disparos serem efetuados pelo motorista de um Hyundai Creta, nas proximidades da Avenida Marquês de Herval. Ao chegarem ao endereço indicado, os policiais encontraram um veículo com as características informadas estacionado na via.

Com apoio de outra equipe, os militares abordaram pessoas que estavam próximas ao carro. Questionado sobre a propriedade do veículo, o advogado autorizou a busca. Durante a vistoria, os policiais localizaram uma bolsa sob o banco do motorista contendo uma pistola calibre 9 milímetros, um carregador e duas munições. Após procedimento de segurança, foi constatado que a arma estava carregada.

De acordo com o registro policial, Jean afirmou que não possui registro nem porte da arma e disse não saber a origem do armamento. Ele também confirmou ter efetuado o disparo e alegou ter agido por impulso após um desentendimento pessoal.

O advogado foi encaminhado à Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) Cepol, onde acionou uma colega para acompanhá-lo e solicitou a presença de um representante da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

O caso foi registrado como disparo de arma de fogo e posse ou porte ilegal de arma de fogo de uso restrito e será investigado pela Polícia Civil.

Histórico

Jean Carlos Cabreira ficou conhecido em Mato Grosso do Sul por atuar na defesa de Cleber de Souza Carvalho, apelidado de “Pedreiro Assassino”.

Conforme registros policiais, há boletins de ocorrência contra o advogado por supostos desacatos envolvendo delegados de Campo Grande, em unidades como a Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico (Denar) e a Depac Cepol. O delegado Carlos Delano, responsável por inquéritos ligados ao caso do “Pedreiro Assassino”, também apresentou denúncia por calúnia contra ele durante as investigações.