Educação

Kits escolares não chegam a todos e prefeitura joga entrega para após o Carnaval

Secretário municipal de Educação, Lucas Bitencourt, esteve acompanhando a volta às aulas na Escola João de Paula Ribeiro

9 FEV 2026 • POR Vinícius Santos e Sarah Chaves • 08h54
Lucas Bitencourt em visita a Escola João de Paula Ribeiro - Sarah Chaves/JD1

As aulas da Rede Municipal de Ensino (Reme) começaram nesta segunda-feira (9), em Campo Grande, mas nem todos os alunos receberam os kits escolares. Segundo o secretário municipal de Educação, Lucas Henrique Bitencourt, a entrega está em andamento e deve ser concluída até o período pós-Carnaval.

De acordo com o secretário, a Secretaria Municipal de Educação já recebeu os materiais e segue um cronograma para distribuição nas 208 unidades escolares da Capital. Ele afirmou que a entrega não ocorre de forma simultânea em todas as escolas e que, em alguns casos, os kits já estão nas unidades, mas ainda não foram repassados aos alunos.

“A primeira semana é de adaptação e organização para receber os alunos. Existe um cronograma de entregas, a prefeitura já está recebendo esses materiais e a partir disso é feita a distribuição”, disse.

Bitencourt afirmou que o processo envolve controle e acompanhamento, com assinatura dos alunos ou responsáveis no recebimento. Ele também citou o grande número de transferências escolares neste início de ano.

“Nunca acontece tudo ao mesmo tempo. Há muitas transferências nesse período e precisamos fazer com responsabilidade. Após a primeira semana, com a avaliação diagnóstica feita, seguimos com a entrega, como ocorre todos os anos”, explicou.

Sobre prazo, o secretário afirmou que a previsão é finalizar a entrega dos kits em todas as unidades até depois do Carnaval. Bitencourt também falou sobre merenda e transporte escolar. 

Segundo ele, o transporte está funcionando, inclusive nas oito escolas da zona rural, e a merenda foi distribuída para todas as unidades. De acordo com a secretaria, são cerca de 15 mil toneladas de alimentos por mês destinadas à rede municipal.

Em relação às vagas na educação infantil, o secretário informou que a lista de espera caiu de 13 mil para cerca de 2 mil alunos, resultado de parcerias com o Governo do Estado. Ele reforçou a importância de os pais realizarem as matrículas conforme as designações da secretaria.

Durante a entrevista, Bitencourt destacou que a escola cumpre papel social importante, principalmente para crianças em situação de vulnerabilidade, que dependem da alimentação oferecida nas unidades.

Sobre o calendário escolar, o secretário afirmou que estão garantidos 200 dias letivos e 800 horas anuais em 2026. Ele também comentou sobre furtos registrados durante o recesso escolar, citando que a Escola Senador Rachid foi alvo de três ocorrências, mas que os reparos foram feitos a tempo do início das aulas.

Na área da segurança, Bitencourt disse que há parceria com a Guarda Civil Metropolitana e uso do botão do pânico, mas ressaltou que problemas envolvendo alunos também exigem acompanhamento familiar e atenção à questão socioemocional.

Quanto à climatização das escolas, o secretário afirmou que cerca de 70% das unidades já possuem ar-condicionado. As demais, segundo ele, dependem de adequações na rede elétrica, em parceria com a Energisa.

Por fim, ao ser questionado sobre o risco de greve de assistentes educacionais, Bitencourt afirmou que a Secretaria de Educação acompanha a situação, mas que as tratativas administrativas são conduzidas pela Secretaria de Governo. 

“A Secretaria de Educação acompanha a situação, mas as tratativas administrativas cabem à Secretaria de Governo", disse.

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