VÍDEO: Castração ilegal de gato é investigada em Dourados
Imagens que circulam nas redes sociais mostram o momento que uma estudante de medicina castram o animal
11 FEV 2026 • POR Brenda Assis • 14h11A Polícia Civil investiga uma denúncia de maus-tratos a animal e possível exercício ilegal da profissão após a realização de uma castração em um gato dentro de uma residência em Dourados.
Segundo as informações preliminares, a investigação teve início depois que um vídeo passou a circular nas redes sociais mostrando duas jovens realizando o procedimento cirúrgico em um gato, aparentemente fora de um ambiente clínico adequado.
As imagens indicariam a ausência de estrutura mínima para a realização de cirurgia, como condições apropriadas de assepsia, equipamentos compatíveis e protocolos de segurança e analgesia, fatores considerados essenciais para o bem-estar do animal.
As denúncias foram formalizadas por uma organização não governamental ligada à proteção animal e também por uma pessoa física. Conforme os relatos apresentados às autoridades, ao menos uma das envolvidas seria acadêmica do curso de medicina veterinária, o que ampliou o debate sobre responsabilidade técnica e ética na formação profissional.
De acordo com as informações reunidas até o momento, a polícia apura se o procedimento configurou maus-tratos, crime previsto na legislação brasileira, e se houve prática irregular ou exercício ilegal da profissão, uma vez que a castração teria sido realizada fora de ambiente universitário ou clínico autorizado e, possivelmente, sem supervisão profissional e sem as condições técnicas exigidas.
Embora as jovens já tenham sido identificadas, elas ainda não foram intimadas a prestar depoimento. Os investigadores também buscam confirmar a data exata em que o fato ocorreu, a motivação para a realização do procedimento e se outras pessoas participaram ou auxiliaram na ação.
A Polícia Civil informou que a investigação segue em andamento e que novas diligências devem ser realizadas para esclarecer as circunstâncias do caso. Dependendo do resultado das apurações, os envolvidos poderão ser responsabilizados conforme a legislação vigente.
O caso foi registrado tanto na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) quanto no 2º Distrito Policial da cidade, que conduzem a apuração.