Política

Acordo entre Mercosul e União Europeia avança e pode beneficiar agro de MS

Nelsinho Trad articula tramitação acelerada; Parlamento Europeu já aprovou salvaguardas do acordo.

11 FEV 2026 • POR Luiz Vinicius • 18h23
Nelsinho assumiu debate nesta quarta-feira, dia 11 - Divulgação/Ascom

O senador Nelsinho Trad (PSD-MS) assumiu nesta quarta-feira, dia 11, a condução da discussão sobre o acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia na Representação Brasileira no Parlamento do Mercosul. O tema tem impacto direto sobre o agronegócio e a economia de Mato Grosso do Sul.

O parlamentar presidiu a análise do acordo e, em Brasília, reuniu-se com a embaixadora da União Europeia no Brasil, Marian Schuegraf, para tratar da tramitação da proposta no Congresso Nacional.

Segundo o senador, o acordo começa a tramitar pela chefia da Representação Brasileira no Parlasul e, em seguida, deve seguir para o Plenário da Câmara dos Deputados em regime de urgência. Depois, o texto será analisado pelo Senado e votado em plenário. A orientação, conforme Nelsinho Trad, é dar celeridade ao processo com segurança jurídica para viabilizar a aplicação do acordo entre Brasil e União Europeia.

A embaixadora Marian Schuegraf afirmou que o momento é favorável ao avanço do tratado e informou que o Parlamento Europeu aprovou as salvaguardas relacionadas ao acordo, o que deve acelerar a implementação. A expectativa é de que a tramitação no Brasil avance nas próximas etapas legislativas.

Para Mato Grosso do Sul, estado com base agropecuária e perfil exportador, o acordo prevê cotas de 99 mil toneladas de carne bovina com tarifa reduzida, 180 mil toneladas de carne de frango com tarifa zero dentro da cota e 25 mil toneladas de carne suína em condições preferenciais.

No setor sucroenergético, estão previstas 180 mil toneladas de açúcar em cota exclusiva e 450 mil toneladas de etanol para uso industrial, além de 200 mil toneladas para outros usos. O texto também amplia o acesso para milho, café torrado e solúvel, frutas e grãos. Ao todo, 77% das linhas tarifárias agrícolas da União Europeia devem ser liberalizadas, sendo 39% com tarifa zerada já no início da vigência do acordo.