Polícia

Mulher tem casa invadida e é ameaçada de morte por desconhecido no Noroeste

O suspeito está tentando vender a casa da vítima, sem qualquer comprovação de posse da propriedade

17 FEV 2026 • POR Brenda Assis • 08h31
Depac Cepol, em Campo Grande, onde o caso foi registrado - Luiz Vinicius

Uma mulher de 32 anos procurou a polícia após afirmar ter sido ameaçada por um homem dentro de um imóvel de sua propriedade, no Bairro Jardim Noroeste, em Campo Grande.

De acordo com o boletim de ocorrência, a vítima relatou que comprou a casa localizada na Rua Vassouras há cerca de seis anos, apresentando contrato de compra e venda. Aproximadamente um ano após a aquisição, ela teria sido informada de que o imóvel estava ocupado por terceiros sem autorização.

O ocupante permaneceu no local por cerca de três anos, até falecer. Depois disso, segundo o relato, a filha dele informou que a proprietária poderia retomar a posse, pois não havia documentação que garantisse direito sobre a residência.

A mulher então voltou ao endereço, realizou limpeza, cercou o imóvel e instalou um cadeado. Posteriormente, foi avisada por vizinhos sobre movimentação suspeita. Ao retornar, constatou que um homem teria serrado o cadeado e colocado outro no portão, passando a ocupar o local.

Ainda conforme o boletim, na tarde de segunda-feira, por volta das 16h, a vítima retornou ao imóvel após nova informação de presença de várias pessoas. Ela relata ter percebido indícios de que o homem tentava negociar a venda da casa.

Ao questioná-lo e apresentar a documentação de compra, teria sido intimidada com frases como: “Você me conhece? Você sabe quem eu sou? Para começar, Noroeste é um bairro perigoso, você não sabe?”, enquanto ele se aproximava.

A mulher disse que temeu por sua integridade física, entrou rapidamente no carro e deixou o local, enquanto o suspeito continuava a gritar. Sentindo-se ameaçada, procurou a delegacia e manifestou interesse em representar criminalmente contra o homem.

Diante da situação, o caso foi registrado como ameaça na Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) Cepol e será investigado.