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Campo Grande registra 3º caso de raiva em morcego neste ano

Animais foram recolhidos nos bairros Vivendas do Bosque, Centro e Santa Fé; Saúde reforça vacinação anual de cães e gatos como principal forma de prevenção

20 FEV 2026 • POR Taynara Menezes • 14h47
A Sesau reforça que manter a vacinação anual de cães e gatos é essencial para impedir a circulação do vírus - Foto: Divulgação

A Gerência de Controle de Zoonoses (GCZ) confirmou nesta sexta-feira (20) o terceiro caso de raiva em morcegos em Campo Grande em 2026. Os animais foram encontrados em situação anormal, como caídos no chão, e recolhidos após acionamento de moradores nos bairros Vivendas do Bosque, Centro e Santa Fé.

Os morcegos passaram por análise laboratorial, que confirmou a presença do vírus da raiva, conforme protocolo sanitário. Segundo a equipe técnica, há espécies frugívoras e insetívoras no município que, em condições normais, não oferecem risco. No entanto, quando infectados, podem transmitir a doença a outros mamíferos, como cães, gatos e também a humanos.

A Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) orienta que qualquer morcego encontrado em situação suspeita não deve ser tocado. A recomendação é isolar o local e acionar a GCZ para o recolhimento seguro. Animais vistos voando à noite ou abrigados durante o dia, sem comportamento atípico, não devem ser manipulados.

Em caso de contato com morcego suspeito, a orientação é procurar imediatamente uma unidade de saúde com atendimento 24 horas para avaliação e possível início do protocolo antirrábico humano.

A Sesau reforça que manter a vacinação anual de cães e gatos é essencial para impedir a circulação do vírus no ambiente urbano. O Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) oferece vacinação durante todo o ano, de segunda a sexta-feira, das 7h às 21h, e aos sábados, domingos e feriados, das 6h às 22h, na Avenida Senador Filinto Müller, 1.601, Vila Ipiranga.

O recolhimento de morcegos suspeitos pode ser solicitado pelo telefone (67) 3313-5000. Há ainda os números (67) 2020-1801 e (67) 2020-1789, de segunda a sexta, das 7h às 17h, e (67) 2020-1794 nos demais horários até 22h. Fora do expediente, a orientação é isolar o animal com balde, caixa ou pano, evitando contato direto, e acionar o serviço assim que possível.