Após três meses, polícia conclui investigação sobre morte em aldeia de Dourados
Falsa confissão foi desmentida e caso tomou outro caminho nas investigações
21 FEV 2026 • POR Sarah Chaves • 16h50Após mais de três meses de trabalho investigativo, a Seção de Investigações Gerais/Núcleo Regional de Investigação de Dourados concluiu o inquérito que apurou o homicídio de Ariel Almeida Isnarde, morto a facadas na madrugada de 2 de novembro de 2025, em uma estrada rural na Aldeia Jaguapiru.
Ariel foi atingido por duas facadas no peito, próximo à costela, e morreu ainda no local. Segundo familiares, ele não possuía histórico de conflitos nem passagens pela polícia.
A conclusão do caso ocorre após reviravolta das primeiras versões apresentadas nos dias seguintes ao crime. Ainda no início das diligências, um grupo de jovens chegou a confessar participação e indicou dois supostos executores. A linha investigativa, no entanto, foi descartada já que a polícia identificou que os depoimentos foram falsos, influenciados por terceiros, com o objetivo de atribuir a autoria a dois homens vistos como “problemáticos” na região, sem vínculo comprovado com o homicídio.
Ao longo da apuração, os investigadores apreenderam objetos para perícia e ouviram quase 35 testemunhas. O cruzamento das informações e as evidências reunidas apontaram o envolvimento de um homem, que teria confessado informalmente a terceiros sua participação no crime e apresentado versões contraditórias sobre seus atos na data dos fatos.
O investigado foi formalmente ouvido na unidade policial e indiciado por homicídio. Com a conclusão dos trabalhos, o inquérito foi relatado e encaminhado ao Poder Judiciário e ao Ministério Público, que passam a conduzir a fase judicial.