Política

"Blocão" cresce, tem metade da Assembleia e ganha direito à vaga na CCJR

Com 12 parlamentares, grupo liderado por Márcio Fernandes passa a ter prerrogativa regimental

24 FEV 2026 • POR Sarah Chaves • 11h36
Mudança reorganiza forças na Casa de Leis - Sarah Chaves

O chamado 'blocão' da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul passa a concentrar metade da Casa. O Bloco 1, antigo G8, deixou de ter oito integrantes e agora reúne 12 deputados estaduais, consolidando maioria regimental.

O Bloco 2 permanece com a mesma composição anterior. Com a reorganização, quatro parlamentares ficam sem bloco, sendo a bancada do PT e o deputado Rafael Tavares (PL).

A nova composição garante ao bloco majoritário o direito de indicar três nomes para as comissões permanentes, incluindo a principal da Casa, a Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR). A definição dos indicados deve ocorrer ainda hoje, após reunião interna do grupo.
Líder do Bloco 1, o deputado Márcio Fernandes (MDB) afirmou que a ampliação representa maior força política e regimental. “Com certeza para mim é uma satisfação poder ser escolhido novamente líder de um bloco parlamentar aqui na Assembleia Legislativa e agora um bloco maior”, declarou.

Segundo ele, o crescimento garante prerrogativas formais. “Isso aumenta a nossa representatividade". Márcio Fernandes destacou que a reunião para tratar da indicação da vaga na CCJR deve acontecer logo após a sessão nesta terça-feira (24). “Logo após a sessão nós iremos nos reunir para começar a discussão sobre a vaga da CCJR, que tinha um impasse nessa vaga e que agora a gente regimentalmente temos o direito de indicá-los.”

O líder afirmou ainda que o objetivo do grupo é atuar de forma coesa nas votações. “Com certeza são doze deputados que irão votar juntos, com o mesmo objetivo, a gente trabalhar em conjunto, sempre discutindo, a gente joga aberto, reúne e procura fazer um entendimento para que a gente possa ter as votações em bloco.”

Documento interno da Assembleia registra a nova composição do Bloco 1, que reúne Júnior Mochi, Márcio Fernandes e Renato Câmara (MDB); Gerson Claro (PP); Londres Machado (PR); Antônio Vaz e Pedrossian Neto (PSD); Professor Rinaldo (Podemos); Coronel David e Neno Razuk (PL); Lucas de Lima e Lídio Lopes. O próprio documento formaliza Márcio Fernandes como líder do grupo.


Já o Bloco 2 mantém sua formação anterior, com deputados do PSDB e aliados, entre eles Caravina, Jamilson Name (líder), Lia Nogueira (vice-líder), Mara Caseiro, Paulo Corrêa, Zé Teixeira, Roberto Hashioka e Paulo Duarte.

A CCJR é considerada a comissão mais estratégica da Assembleia por analisar a constitucionalidade e juridicidade das propostas antes que avancem no Legislativo. Com a maioria, o blocão passa a ter influência direta na composição da comissão e, consequentemente, no andamento das matérias em tramitação.