Política

Recomposição da CCJR encerra impasse e deputados já estudam reorganização partidária de blocos

Rinaldo assumiu a vaga deixada por Neno Razuk na Comissão mais importante da Casa

25 FEV 2026 • POR Sarah Chaves • 14h22
Reunião da CCJR - Reprodução

Após duas semanas de impasse, a Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR) da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul voltou a se reunir nesta quarta-feira (25), com a definição do quinto integrante do colegiado. O deputado Professor Rinaldo Modesto foi indicado pelo Bloco 1 para ocupar a vaga antes pertencente a Neno Razuk.

A paralisação ocorreu porque, sem o quinto membro, não havia quórum regimental completo para deliberações. A CCJR é responsável por analisar a constitucionalidade, juridicidade e técnica legislativa de todos os projetos antes de seguirem para votação em plenário. A recomposição, portanto, destrava a tramitação de matérias que estavam pendentes.

A indicação de Rinaldo ocorre em meio a uma reconfiguração mais ampla do chamado “blocão”. O Bloco 1, antigo G8, passou a concentrar 12 deputados, metade da Casa.

Além da definição do novo integrante da comissão, também foi estabelecido que as lideranças dos blocos terão caráter temporário até o encerramento da janela partidária, prevista para o período de 6 de março a 7 de abril. A expectativa é que a troca de siglas provoque nova reorganização interna, com reflexos diretos na composição dos blocos.

Coronel David confirmou que pretende manter protagonismo no bloco e justificou a movimentação interna após a saída do deputado Lucas de Lima da bancada. “Quando nós do PL perdemos o Lucas de Lima, tivemos que deixar de ter uma bancada. Aí ficaríamos minoria, três do PL e três do PT e, nesse caso, a minoria poderia indicar para a CCJR, tantoo PL como o PT. Foi o momento de buscar uma participação majoritária por isso articulei um bloco maior”, afirmou que jogada foi para excluir os petistas.

Com a nova configuração, Coronel David reivindicou a liderança do Bloco 1, que até então estava sob comando de Márcio Fernandes. “Me senti no direito de reivindicar a liderança”, declarou.

Ele também antecipou que o cenário ainda é provisório. “Vai mudar novamente. Com a janela partidária, o presidente nos comunicou que não ficaria adequado deputados do mesmo partido fazerem parte de blocos diferentes. Vou tentar continuar sendo líder do bloco do PL”, disse.

A reorganização ocorre em meio à expectativa de forte movimentação partidária. Deputados de legendas posicionadas ao centro e à direita articulam mudanças que podem fortalecer o Partido Liberal (PL) dentro da Assembleia. 

O Bloco 2 mantém sua formação anterior, enquanto quatro parlamentares permanecem sem bloco definido.

Mudanças

Quem deve entrar no PL são os deputados Jamilson Name, Zé Teixeira e Mara Caseiro, os três filiados ao PSDB, sendo que uma almeja concorrer a cargo federal

As mudanças deixariam o PSDB sem a maioria de seus veteranos na Assembleia, já que Paulo Corrêa pode ir para o PP.

Márcio Fernandes também está descontente com seu atual partido, o MDB. Porém não confirmou se deve sair e a outra coligação. Rinaldo (Podemos) já anunciou que irá para o União Brasil. Paulo Duarte (PSB), indo contra a orientação do partido, apoiará a reeleição de Riedel e, portanto ja confirmou a reportagem que deixará a sigla.