Comportamento

Assembleia de Deus pedirá antecedentes de líderes em meio a caso de estupro por pastor

Alta cúpula de pastores anunciou, em vídeo, protocolo que vem em meio ao escândalo de estupro envolvendo o pastor Douglas Alves Mandu

2 MAR 2026 • POR Vinícius Santos • 21h46
Igreja e Douglas Alves Mandu - Arte: JD1

Em meio à repercussão intensa nos jornais de Campo Grande sobre o pastor Douglas Alves Mandu, acusado de estuprar uma menina de 15 anos em 2019, a alta cúpula da ADM – Assembleia de Deus Missões – divulgou hoje um protocolo oficial visando cumprir a Lei Federal 14.811/2024, que institui medidas de proteção à criança e ao adolescente.

O comunicado da Assembleia de Deus afirma que o setor jurídico irá implementar a lei, anunciando protocolos de segurança e prevenção à violência contra crianças e adolescentes, em conformidade com as novas exigências legais.

A igreja informou que, a partir de hoje, exigirá dos líderes responsáveis pelos departamentos infantis e de adolescentes a apresentação de certidões e antecedentes criminais, documentos que deverão ser renovados a cada seis meses, mas não entrou em detalhes sobre a acusação que recai sobre o membro Douglas Mandu, que é titular, inclusive, no Conselho de Ética envolvendo pastores.

Veja o vídeo:

Denúncia - Dados do Boletim de Ocorrência indicam que o crime ocorreu em julho de 2019, período em que a vítima tinha 15 anos e estava de férias escolares.
O histórico do Boletim de Ocorrência descreve que, no momento do ataque sexual, a vítima estava na casa do irmão, que havia saído com a esposa, deixando a adolescente sozinha. 

Minutos depois, o autor chegou ao imóvel procurando o irmão da vítima. Mesmo após a jovem informar que ele não estava, o suspeito entrou na residência, segurou a menina e a empurrou para o quarto.

Segundo a vítima, o autor a despiu violentamente e consumou o ato sexual, causando sangramento e dor, já que ela era virgem. Após o crime, ele a deixou no local, mas retornou em seguida e deu um comprimido, que a vítima acreditou ser a pílula do dia seguinte.

A jovem esclarece que o autor possuía livre acesso à residência do irmão, por ser pastor da igreja que frequentam, e que a ameaçou, dizendo que mataria seus familiares caso contasse o ocorrido. Em razão disso, a vítima apresenta problemas psicológicos decorrentes do medo e do trauma.

O Boletim também informa que o irmão da vítima e sua esposa, cunhada da jovem, sabem o endereço do autor, mas se negaram a fornecê-lo, não acreditando na vítima. A comunicante afirma que o autor sabia que ela estaria sozinha no imóvel, pois havia falado com o irmão pelo telefone momentos antes.

Ainda segundo o documento, contra o autor já existe outra ocorrência de estupro registrada em 2024, desta vez na DEPCA (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e Adolescente), porém o desfecho dessa ocorrência não foi divulgado.

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