Nomeado na prefeitura de Campo Grande, pastor é afastado após denúncia de estupro
Ele está em liberdade, e a vítima tem histórico de crises psicológicas, abaladas desde o crime violento
3 MAR 2026 • POR Vinícius Santos • 10h36A prefeitura de Campo Grande afastou Douglas Alves Mandu, pastor ligado à Assembleia de Deus Missões (ADM) e coordenador de um Centro de Convivência de Idosos (CCI) na gestão da prefeita Adriane Lopes, após vir à tona denúncia de estupro contra uma menina de 15 anos.
Além do caso da menina, ele tem outro boletim de ocorrência em seu nome, registrado em 2024, desta vez na DEPCA (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e Adolescente), porém o desfecho dessa ocorrência não foi divulgado.
Conforme comunicado oficial, a prefeitura tomou conhecimento da denúncia envolvendo um servidor público acusado de estupro. "Diante do caso, o servidor será afastado de suas funções até a conclusão das apurações pelos órgãos competentes", diz.
Denúncia - Dados do Boletim de Ocorrência indicam que o crime ocorreu em julho de 2019, período em que a vítima tinha 15 anos e estava de férias escolares.
O histórico do Boletim de Ocorrência descreve que, no momento do ataque sexual, a vítima estava na casa do irmão, que havia saído com a esposa, deixando a adolescente sozinha.
Minutos depois, o autor chegou ao imóvel procurando o irmão da vítima. Mesmo após a jovem informar que ele não estava, o suspeito entrou na residência, segurou a menina e a empurrou para o quarto.
Segundo a vítima, o autor a despiu violentamente e consumou o ato sexual, causando sangramento e dor, já que ela era virgem. Após o crime, ele a deixou no local, mas retornou em seguida e deu um comprimido, que a vítima acreditou ser a pílula do dia seguinte.
A jovem esclarece que o autor possuía livre acesso à residência do irmão, por ser pastor da igreja que frequentam, e que a ameaçou, dizendo que mataria seus familiares caso contasse o ocorrido. Em razão disso, a vítima apresenta problemas psicológicos decorrentes do medo e do trauma.
O Boletim também informa que o irmão da vítima e sua esposa, cunhada da jovem, sabem o endereço do autor, mas se negaram a fornecê-lo, não acreditando na vítima. A comunicante afirma que o autor sabia que ela estaria sozinha no imóvel, pois havia falado com o irmão pelo telefone momentos antes.
Ainda segundo o documento, contra o autor já existe outra ocorrência de estupro registrada em 2024, desta vez na DEPCA (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e Adolescente), porém o desfecho dessa ocorrência não foi divulgado.
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