Advogado de Sérgio Assis se posiciona sobre operação Agro-Fantasma: "Meu cliente não foi preso"
Conforme Miguel Zaim, os mandados foram cumpridos, mas não houve prisão
4 MAR 2026 • POR Taynara Menezes e Sarah Chaves • 18h33O advogado Miguel Zaim, representante de Sérgio Assis, esclareceu nesta quarta-feira (4) que seu cliente não foi preso durante a Operação Agro-Fantasma, deflagrada pelas Polícias Civis de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Segundo Miguel, os mandados cumpridos se referem apenas a busca e apreensão, e Sérgio não tem relação direta com a empresa investigada, Santa Felicidade.
"Sérgio não tem participação nenhuma, não fez nada, é apenas pai do Mário. Ele não negociou com esse cara, não tem contrato, não há qualquer ato negocial," disse o advogado em entrevista ao JD1 Notícias.
Operação Agro-Fantasma investiga esquema com produtores rurais
A Operação Agro-Fantasma, conduzida pelas polícias de MT e MS, apura suspeitas de estelionato, associação criminosa, fraude fiscal e recebimento de créditos indevidos. Foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão, bloqueadas contas bancárias e indisponibilizados bens, incluindo uma aeronave avaliada em R$ 5,8 milhões, veículos de luxo e imóveis.
Segundo a polícia, a empresa investigada atraiu produtores rurais oferecendo compras de grãos a prazo e revendendo os produtos à vista, deixando dívidas não quitadas. Em um dos casos, o prejuízo ultrapassa R$ 58 milhões.
Miguel reforçou que Sérgio Assis não é alvo da investigação, sendo mencionado apenas por ser pai de Mário Sérgio, um dos sócios da empresa. "A operação não tem relação com ele, apenas com seu filho e a empresa," concluiu o advogado.
Ameaças motivaram medidas protetivas
Miguel afirmou que a ofensiva judicial e midiática partiu de Silvano dos Santos, que teria tentado pressionar os envolvidos para obter um acerto comercial. Segundo o advogado, Silvano chegou a fazer ameaças contra os investigados e suas famílias, o que levou à concessão de medidas cautelares aos seus clientes, concedido pelo Judiciário.
No documento ficou determinado que Silvano mantenha distância mínima de 500 metros das vítimas, familiares e funcionários da empresa; Não faça contato por qualquer meio de comunicação; Enfrente prisão preventiva caso descumpra as medidas.
"Conseguimos uma medida protetiva porque ele começou a ameaçar de matar todo mundo. Não há nenhum crime de estelionato ou fraude envolvendo Sérgio," acrescentou Juarez.