PF aponta corrupção na saúde de Macapá e ministro do STF afasta prefeito
A Polícia apura favorecimento na contratação do empreendimento, orçado em R$ 69 milhões e financiado com recursos federais
5 MAR 2026 • POR Vinícius Santos • 10h36Em meio à investigação de suposto desvio de recursos de emendas parlamentares federais destinados à construção do Hospital Municipal de Macapá, o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o afastamento do prefeito Antônio Paulo de Oliveira Furlan, o "Dr. Furlan" (PSD), e do vice-prefeito Mário Rocha de Matos Neto (Podemos), pelo prazo de 60 dias.
Dino também autorizou busca e apreensão nos endereços indicados pela PF e determinou a quebra do sigilo bancário e fiscal do chefe do Executivo municipal, da primeira-dama, de sua ex-esposa e de outros 10 investigados (entre eles agentes públicos, empresários e pessoas jurídicas) de 1º/1/2024 a 6/2/2026.
Também foram afastados dos cargos Érica Aranha de Sousa Aymoré, secretária de Saúde, e Walmiglisson Ribeiro da Silva, membro da Comissão Especial de Licitação do município, com proibição de ingresso nas dependências públicas da municipalidade e de acesso, por qualquer meio, a sistemas e bases informatizadas daquele órgão.
Indícios – A Polícia Federal investiga indícios de direcionamento na contratação da empresa responsável pela construção do Hospital Municipal. Segundo a PF, há elementos da existência de uma organização criminosa que atuaria na Secretaria Municipal de Saúde de Macapá e na empresa Santa Rita Engenharia, com o objetivo de favorecer a contratação do empreendimento, orçado em R$ 69 milhões e financiado com recursos federais.
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