Operação mira agentes da Polícia Civil que blindavam criminosos em delegacias de SP
Policiais recebiam propina e ainda adotavam estratégias de fraude processual, manipulação de procedimentos investigativos e destruição de provas
6 MAR 2026 • POR Vinícius Santos • 11h21Policiais civis foram alvos da Operação Bazaar, do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) do Ministério Público de São Paulo (MPSP), contra agentes que protegiam criminosos envolvidos em lavagem de dinheiro.
A operação ocorreu nesta quinta-feira (5/3), com apoio da Polícia Federal, por meio da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO), e da Corregedoria da Polícia Civil. Ela teve como objetivo desarticular um esquema estruturado de corrupção policial voltado à proteção de uma organização criminosa especializada em lavagem de capitais.
Dados do Gaeco apontam que o grupo criminoso era composto por doleiros, operadores financeiros e indivíduos com extenso histórico de prática de atos de branqueamento de dinheiro.
A organização atuava de forma coordenada para assegurar a continuidade das práticas criminosas e evitar a responsabilização de seus integrantes. Para isso, fazia pagamentos sistemáticos de vantagens indevidas a agentes públicos, além de adotar estratégias de fraude processual, manipulação de procedimentos investigativos e destruição de provas no âmbito de inquéritos policiais.
A operação tem como objetivo romper a estrutura de proteção institucional indevida construída pelo grupo, bem como promover a responsabilização criminal dos envolvidos.
No total, foram cumpridos 25 mandados de busca e apreensão, inclusive em unidades policiais, além de 11 mandados de prisão e seis mandados de intimação relativos a medidas cautelares diversas da prisão, direcionados a integrantes da organização criminosa, advogados e policiais civis.
Em reunião conjunta com a Corregedoria da Polícia Civil, ficou definido que serão realizadas correições extraordinárias em todas as unidades policiais envolvidas, com o objetivo de responsabilizar disciplinarmente os envolvidos e apurar possíveis outros ilícitos ocorridos nas repartições.
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