Cidade

Sem repasse do piso, enfermeiros apontam 'bola de neve' e fazem mobilização na Santa Casa

O sindicato cobra liberação imediata do recurso

6 MAR 2026 • POR Sarah Chaves • 10h11
Presidente do Sindicato dos Enfermeiros do MS, Lázaro Santana - Rogério Valim

Um novo atraso no envio da complementação do piso da enfermagem pela Secretaria Municipal de Saúde de Campo Grande motivou uma paralisação de profissionais na Santa Casa nesta sexta-feira (6). A mobilização foi decidida após assembleia da categoria e envolve 50% dos trabalhadores da unidade.

Segundo o presidente do Sindicato dos Enfermeiros de Mato Grosso do Sul, Lázaro Santana, a paralisação ocorre para pressionar o município a repassar os recursos federais destinados ao pagamento do piso salarial da enfermagem.

De acordo com ele, o governo federal deposita mensalmente no Fundo Municipal de Saúde os valores destinados à complementação do piso. Após o recurso cair no fundo, a prefeitura tem até 30 dias para fazer o repasse às instituições de saúde responsáveis pelo pagamento aos profissionais. No entanto, segundo o sindicato, atrasos têm sido frequentes em Campo Grande.

“Não é só a Santa Casa, são todas as empresas aqui do estado, aqui de Campo Grande. Hoje pela manhã fizemos uma assembleia e decidimos fazer uma mobilização para pressionar a Secretaria de Saúde a liberar esse repasse. É uma verba carimbada, não pode ser utilizada para nenhuma outra finalidade e a gente não entende por que a Secretaria está segurando esse dinheiro”, afirmou.

Ainda conforme Santana, a previsão era de que o pagamento fosse feito na quinta-feira (5), após contato com representantes do setor financeiro da secretaria, mas o repasse não ocorreu.“Hoje temos 1.400 profissionais em todos os horários. Cerca de 50% suspende as atividades e 50% continua atendendo os pacientes. A assistência continua sendo feita, sem prejuízo para o paciente, mas pode haver uma certa morosidade no atendimento”, explicou.

O sindicato alerta que a situação pode se agravar caso o repasse não seja regularizado. Segundo a entidade, esta sexta-feira é o quinto dia útil do mês, prazo em que normalmente os pagamentos deveriam ser feitos. Caso o valor não seja liberado, uma nova mobilização já está sendo articulada para segunda-feira "vira uma bola de neve".

O JD1 Notícias contatou a Prefeitura para ter informações de quando os valores de complementação devem ser depositados e não obtivemos retorno.