Equipe de Naviraí conquista vaga em competição mundial de robótica
Tech Vikings, da Escola Sesi, avançou no Festival Sesi de Educação após disputa em São Paulo
10 MAR 2026 • POR Sarah Chaves • 10h36A equipe Tech Vikings, da Escola Sesi de Naviraí, garantiu vaga para uma etapa mundial de robótica após o desempenho no 8º Festival Sesi de Educação 2025–2026, realizado entre os dias 4 e 8 de março, no Pavilhão da Bienal do Parque Ibirapuera, em São Paulo.
A programação do evento segue entre os dias 12 e 15 de março, com disputas da categoria FIRST Robotics Competition (FRC).
A classificação ocorreu na categoria FIRST Tech Challenge (FTC), que reúne estudantes do ensino médio em desafios de engenharia e programação. No total, 13 equipes avançaram para competições internacionais: cinco disputarão a fase em Houston, nos Estados Unidos, e outras oito participarão dos chamados Premier Events, torneios realizados em diferentes países. A Tech Vikings conquistou uma dessas vagas para eventos internacionais.
Nos próximos dias, a organização do torneio definirá para qual competição cada equipe classificada será encaminhada, conforme critérios de pontuação e regras da modalidade.
Para o técnico da equipe, o professor Fernando Luiz Gonçalves, o resultado é fruto da dedicação dos estudantes durante toda a temporada.
“A conquista da vaga significa o reconhecimento de toda a dedicação e empenho de um grupo de adolescentes que trabalharam muito durante a temporada para chegar nessa etapa nacional e alcançar esse resultado maravilhoso. Nossos estudantes deram o melhor de si em todos os momentos, seja nos treinos ou durante o evento em São Paulo. Estou muito orgulhoso dessa equipe”, afirmou.
O Festival Sesi de Educação reúne algumas das principais competições de robótica educacional do mundo, como FIRST LEGO League Challenge (FLLC), FIRST Tech Challenge (FTC), FIRST Robotics Competition (FRC) e STEM Racing, e funciona como seletiva para definir representantes brasileiros em torneios globais de ciência e tecnologia.
Na FTC, os estudantes desenvolvem robôs de até 19 quilos usando peças reutilizáveis, tecnologia baseada em Android e diferentes níveis de programação, como CAD, Java e Blocks. Além da construção e programação, as equipes também elaboram um portfólio de engenharia para apresentar os projetos. Durante as partidas, os robôs precisam cumprir tarefas específicas em uma arena, como transportar e posicionar blocos.
Ao todo, Mato Grosso do Sul foi representado por nove equipes no festival, com uma delegação de cerca de 80 pessoas, entre competidores, técnicos e juízes.