Polícia

Facção usava propina para arremessar drogas e celulares em presídio de Campo Grande

Presos coordenavam arremessos para dentro do Presídio de Segurança Máxima com ajuda externa

11 MAR 2026 • POR Luiz Vinicius • 12h38
Drogas eram arremessadas para dentro do presídio - Divulgação/MPMS

O Ministério Público de Mato Grosso do Sul deflagrou, na manhã desta quarta-feira (11), a operação “Pombo Sem Asas” contra integrantes do PCC (Primeiro Comando da Capital) suspeitos de comandar um esquema de tráfico de drogas e entrada ilegal de celulares no Presídio de Segurança Máxima de Campo Grande.

A ação é conduzida pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) e tem como alvo integrantes de uma facção criminosa de atuação nacional. Segundo as investigações, o grupo utilizava o pagamento de propina para facilitar o arremesso de pacotes com entorpecentes e aparelhos celulares para dentro do complexo penitenciário da Capital.

De acordo com o MPMS, o esquema envolvia um servidor responsável pela vigilância externa nas torres do presídio, que recebia vantagens financeiras de detentos e familiares ligados à organização criminosa para permitir a entrada dos materiais ilícitos por cima dos muros da unidade.

As apurações apontam ainda que presos coordenavam a logística dos arremessos a partir do interior do presídio, enquanto comparsas em liberdade executavam as ações. O grupo também utilizava contas bancárias próprias e de terceiros para movimentar dinheiro do tráfico e pagar subornos, além de articular o envio de drogas para outros estados.

Ao todo, são cumpridos 35 mandados de prisão preventiva e 24 de busca e apreensão em Campo Grande e nos estados de São Paulo, Mato Grosso e Rio Grande do Norte. A operação conta com apoio da Corregedoria da Polícia Militar, da Inteligência Penitenciária da Agepen e de equipes do Batalhão de Choque, Bope e Força Tática da PM.