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Com faro e lealdade, cães da GCM mostram importância nas operações de segurança

Com faro e lealdade, cães da GCM mostram importância nas operações de segurança

15 MAR 2026 • POR Vinicius Costa • 08h45
Kayon Max é um dos cães presentes na corporação da GCM - Divulgação/Redes Sociais via GCM

Em meio às atividades de patrulhamento e ações de segurança realizadas diariamente em Campo Grande, um grupo especial também ajuda a proteger a população. Com faro apurado, disciplina e treinamento constante, os cães da Guarda Civil Metropolitana atuam ao lado dos guardas em diferentes frentes de trabalho e se tornaram importantes aliados nas missões da corporação.

Os animais possuem uma data especial para celebrar: dia 14 de março foi escolhido para celebrar o 'Dia Nacional dos Animais' e cada vez mais, eles estarão inseridos em treinamentos específicos e cada vez mais preparados para atuar em várias frentes, seja na busca por pessoas desaparecidas, nas drogas e até em ações sociais.

Quem está a frente dessa união entre ser humano e animal é o secretário municipal de Segurança e Defesa Social, Anderson Gonzaga da Silva Assis, que relatou ao JD1 Notícias que os próprios guardas são responsáveis pela formação dos cachorros para as missões.

"Os nossos cães são treinados pelos nossos agentes, que são capacitados em faro e cinoterapia. Os cães são adestrados para trabalhar integrados ao serviço operacional", explica.

Atualmente, cada animal desempenha uma função específica dentro da estrutura da guarda. Enquanto alguns são preparados para atuar em atividades assistidas com a população, outros passam por treinamento voltado para operações de segurança.

"Cada cão tem uma função específica. Temos um para ações assistidas de cinoterapia, onde o animal atua como facilitador no contato com as pessoas. Outros três estão em treinamento para trabalhar no faro e na detecção de entorpecentes", detalha o secretário.

A relação entre o cão e o agente responsável pelo treinamento também é considerada fundamental para o sucesso do trabalho. Segundo Gonzaga, cada animal possui um condutor fixo, responsável por acompanhar o processo de treinamento e o dia a dia do animal.

"Cada cão tem um condutor, que é o treinador. Com o tempo, é criado um vínculo entre o adestrador e o animal, baseado na confiança construída durante o treinamento", afirma. O secretário explica ainda que a preparação pode seguir diferentes métodos, como o sistema clássico ou o método por indução, no qual o cão é recompensado ao responder corretamente aos comandos.

Além do treinamento, os animais também seguem uma rotina pensada para garantir o bem-estar e o condicionamento físico. Para os especialistas, o processo é desenvolvido de forma que o próprio cão associe os exercícios a atividades recreativas.

"Os cães treinados para o trabalho não podem ser tratados como animais domésticos. Eles têm uma rotina diária planejada para garantir o bem-estar e o condicionamento. Eles entendem os treinamentos como brincadeiras, e isso é positivo, porque sempre demonstram vontade de treinar", ressalta Gonzaga.

Quando chega o momento de encerrar a atuação na corporação, os animais também recebem um cuidado especial. Após a aposentadoria, existe a possibilidade de adoção responsável, muitas vezes pelo próprio agente que conduziu o treinamento.

"Quando se aposentam, os cães podem ser adotados pelos treinadores ou por um tutor responsável. Todo o processo passa por procedimentos administrativos para garantir que seja algo saudável para o animal", completa o secretário.