Polícia

Policiais e bombeiro participavam de organização criminosa de contrabando, aponta PF

Segundo a Polícia Federal, há investigação por lavagem de capitais, corrupção passiva, violação de sigilo e outros ilícitos relacionados ao sistema financeiro nacional

18 MAR 2026 • POR Vinícius Santos • 11h11

A ação da Polícia Federal em Campo Grande, denominada “Operação Iscariotes”, contra uma organização criminosa que atuava na prática de contrabando, descaminho, lavagem de capitais e outros crimes, mirou policiais militares, civis e bombeiros de Mato Grosso do Sul.

Na ação, foi realizada uma operação no Camelódromo, com o fechamento de cinco boxes, todos dentro da investigação que bloqueou R$ 40 milhões, entre indisponibilidade de bens de 12 pessoas físicas e jurídicas.

A operação contou com a participação de 200 policiais nas cidades de Campo Grande, Dourados, Belo Horizonte/MG, Vespasiano/MG e Montes Claros/MG. Ao todo, foram cumpridas cerca de 90 ordens judiciais.

Devido à participação de agentes de segurança pública na organização criminosa, a operação contou ainda com o apoio das corregedorias da Polícia Rodoviária Federal, da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul, da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul e do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso do Sul.

Segundo a Polícia Federal, a organização criminosa contava com a participação de agentes vinculados a órgãos de segurança pública (aposentados e da ativa), com aparente utilização da função pública para favorecer a atuação do grupo. No curso da investigação, foram realizados diversos flagrantes.

Os crimes investigados são contrabando, descaminho, lavagem de capitais, corrupção passiva, violação de sigilo e outros ilícitos relacionados ao sistema financeiro nacional.

A operação decorre de investigação de longo curso, que revelou a atuação de um grupo criminoso especializado na importação fraudulenta de eletrônicos de alto valor agregado, desacompanhados de documentação fiscal e sem a devida regularização perante os órgãos de controle aduaneiro. Após o ingresso irregular no país, os produtos eram distribuídos em Campo Grande/MS e em outros estados, especialmente em Minas Gerais.

Segundo a Polícia Federal, a organização criminosa recrutava agentes de segurança pública para a prática de contrabando, descaminho, lavagem de capitais e outros crimes.

Após representação da autoridade policial, com manifestação favorável do Ministério Público Federal, a Justiça Federal expediu as seguintes medidas cautelares:

a) 31 mandados de busca e apreensão;
b) 4 mandados de prisão preventiva;
c) 1 mandado de monitoração eletrônica;
d) 2 afastamentos de funções públicas;
e) 6 suspensões de porte/posse de arma de fogo;
f) indisponibilidade de bens de 12 pessoas físicas e jurídicas (R$ 40 milhões), incluindo:

i) sequestro de ao menos 10 imóveis;
ii) sequestro e apreensão de, ao menos, 12 veículos;
iii) suspensão das atividades de 6 pessoas jurídicas.

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