Humap realiza procedimento raro com apoio de tecnologia avançada
Durante o procedimento, o uso do Ecocardiograma Transesofágico Intraoperatório foi decisivo
18 MAR 2026 • POR Sarah Chaves • 13h49O Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian (Humap-UFMS/Ebserh) realizou na terça-feira (17), um procedimento de alta complexidade com o apoio do Ecocardiograma Transesofágico Intraoperatório, aliado à atuação integrada do chamado Heart Team. A abordagem foi fundamental no tratamento de uma fístula intracardíaca aorto-cavitária, condição rara e potencialmente grave.
Esse tipo de fístula, que estabelece uma comunicação anormal entre a aorta e cavidades cardíacas direitas, pode estar associado a infecções, aneurismas ou complicações cirúrgicas.
Diante da complexidade, o sucesso do tratamento depende de uma atuação coordenada entre diferentes especialistas.
No Humap, o Heart Team, reúne cirurgiões cardiovasculares, cardiologistas clínicos, ecocardiografistas, anestesistas e perfusionistas.
Durante o procedimento, o uso do Ecocardiograma Transesofágico Intraoperatório foi decisivo. A tecnologia fornece imagens em tempo real do coração, funcionando como um verdadeiro “olho clínico” dentro do centro cirúrgico. Isso possibilita ajustes imediatos na técnica, reduz riscos e contribui para melhores desfechos.
A integração entre esses profissionais permite decisões mais assertivas e um planejamento cirúrgico altamente qualificado.
A ecocardiografista Dra. Ana Christina Wanderley Xavier, que participou do primeiro caso realizado no hospital com esse recurso, destaca a importância da ferramenta. “O ecocardiograma transesofágico intraoperatório permite uma avaliação contínua e detalhada das estruturas cardíacas durante a cirurgia. Ele orienta a equipe em tempo real, garantindo mais segurança e precisão em cada etapa do procedimento.”
Além de ampliar a segurança, o uso do Ecocardiograma Transesofágico Intraoperatório é atualmente considerado padrão ouro em cirurgias cardíacas complexas, por possibilitar avaliação imediata dos resultados cirúrgicos ainda em sala operatória, reduzindo a necessidade de reintervenções e elevando a qualidade da assistência prestada.
Para a superintendente do Humap, Andrea Lindenberg, a conquista reforça o compromisso da instituição com a excelência no atendimento.
“A atuação integrada do Heart Team, aliada à incorporação de tecnologias avançadas, demonstra a capacidade do Humap em oferecer assistência de alta complexidade com segurança e qualidade. Esse é um avanço significativo para nossos pacientes e para o fortalecimento do SUS”, destaca.
O cirurgião cardiovascular Marco Antonio Araujo de Mello também ressalta o impacto da atuação conjunta e da tecnologia no centro cirúrgico:
“Estamos falando de um procedimento de alta complexidade, em que cada decisão precisa ser precisa e imediata. O Ecocardiograma Transesofágico Intraoperatório nos dá uma visão em tempo real que complementa a abordagem cirúrgica e aumenta significativamente a segurança do paciente. Associado ao trabalho do Heart Team, conseguimos resultados mais eficazes e com menor risco de complicações.”
O método é amplamente recomendado por diretrizes internacionais, sendo indicado com forte evidência em cirurgias valvares, correção de cardiopatias congênitas, cirurgias de aorta torácica, suspeitas de endocardite infecciosa e na correção de fístulas intracardíacas, como no caso realizado no Humap.
Atualmente, o Ecocardiograma Transesofágico Intraoperatório é considerado um dos pilares da cirurgia cardíaca moderna, atuando como guia em tempo real e ferramenta de controle de qualidade antes da finalização do procedimento.
Com essa iniciativa, o Humap-UFMS/Ebserh reafirma seu papel como centro de referência, investindo continuamente na qualificação das equipes e na adoção de tecnologias que impactam diretamente na vida dos pacientes.