MS lança programa inédito de energia trifásica para impulsionar agricultura familiar
Iniciativa vai levar eletricidade de qualidade a 15 mil moradores de assentamentos, comunidades indígenas e quilombolas, com investimentos de R$ 172 milhões
19 MAR 2026 • POR Taynara Menezes • 18h27Produtores rurais da agricultura familiar de Mato Grosso do Sul passam a contar com o MS Trifásico, programa inédito no Estado que visa expandir a energia elétrica em rede trifásica nas áreas rurais. O lançamento, anunciado nesta quinta-feira (19), prevê a implantação de 2 mil quilômetros de rede até 2028, beneficiando cerca de 15 mil pessoas em 74 assentamentos de 17 municípios, sendo que mais de 7 mil serão atendidas já na primeira etapa.
O governador Eduardo Riedel destacou que a iniciativa vai transformar a produção no campo. “Estamos falando de um projeto que transforma o território, melhora a qualidade da energia e permite que a produção cresça com mais eficiência, gerando oportunidades sem deixar ninguém para trás”, afirmou.
O programa será executado em parceria com a Energisa, com investimento conjunto de aproximadamente R$ 172 milhões, incluindo a instalação de 500 transformadores, ampliando a capacidade de fornecimento e permitindo diversificação produtiva.
Para Riedel, trata-se de enfrentar uma desigualdade histórica. “Não é normal que essas famílias convivam com limitações que impedem o avanço da produção. É caro, é difícil, mas decidimos enfrentar esse desafio porque a agricultura familiar merece evoluir”, defendeu.
Além do MS Trifásico, o evento marcou a autorização de nova etapa do Programa Pró-Fertiliza, com R$ 5 milhões para transporte de insumos, beneficiando cerca de 1.200 agricultores familiares. Também houve entrega de veículos e kits fotovoltaicos para fortalecer sistemas agroflorestais e o extrativismo sustentável.
O secretário da Semadesc, Jaime Verruck, destacou que Mato Grosso do Sul possui mais de 71 mil famílias na agricultura familiar e que a expansão da energia trifásica é essencial para viabilizar agroindustrialização, ampliar mercados e aumentar a competitividade dos produtores.
Produtores, como Maria da Penha, reforçaram a importância do acesso à energia de qualidade para aumentar a produção, agregar valor aos produtos e garantir renda às famílias, especialmente às mulheres líderes de iniciativas produtivas nos assentamentos.