Meio Ambiente

Marina fala em proteger o Pantanal durante abertura da COP 15

Conferência em Campo Grande discute futuro das espécies migratórias

22 MAR 2026 • POR Vinicius Costa e Sarah Chaves • 17h14
Marina discursou na abertura da COP 15 - Ueslei Marcelino/MMA

A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, destacou neste domingo, dia 22, a importância do Pantanal e de Mato Grosso do Sul na abertura do segmento de alto nível da COP 15, em Campo Grande, ao defender maior cooperação internacional para proteger espécies migratórias e seus habitats.

Durante o discurso, a ministra chamou atenção para os desafios enfrentados pelo bioma pantaneiro, considerado estratégico para a biodiversidade global. Segundo ela, o evento representa uma oportunidade de ampliar ações de conservação e garantir a segurança das rotas migratórias no futuro.

"Às portas do nosso magnífico bioma Pantanal, precisamos reconhecer que os desafios que enfrentamos são profundos. A perda de habitats, a sobre-exploração, a mudança do clima, a poluição e as espécies invasoras são alguns dos fatores de pressão que devem ser endereçados para assegurar a sobrevivência das espécies migratórias".

A COP 15 reúne representantes de mais de 130 países e antecede a conferência oficial, que começa nesta segunda-feira (23). O encontro tem como foco alinhar compromissos políticos e orientar medidas que conciliem desenvolvimento, infraestrutura e preservação ambiental.

Ao sediar a conferência, o Brasil coloca o Pantanal no centro do debate internacional sobre biodiversidade. O bioma, que se estende por Brasil, Bolívia e Paraguai, é considerado uma área-chave para espécies migratórias e depende de cooperação entre países para sua conservação.

A programação da COP 15 prevê discussões sobre zonas úmidas, impacto de atividades humanas e estratégias de proteção da fauna, além da revisão de listas de espécies ameaçadas. A expectativa é que o encontro estabeleça prioridades e acordos globais para os próximos anos.

Com a realização do evento em Campo Grande, o governo brasileiro busca reforçar o protagonismo do país na agenda ambiental e ampliar o debate sobre a preservação de biomas estratégicos como o Pantanal, apontado como essencial para o equilíbrio ecológico e climático.