Governador destaca impacto econômico e científico da COP15 em Mato Grosso do Sul
Riedel destacou que a presença de milhares de participantes de outros países gera impactos positivos na economia e ajuda a divulgar o turismo em MS
23 MAR 2026 • POR Vinícius Santos • 11h12Presente na plenária de abertura da 15ª Reunião da Conferência das Partes da Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres (COP15 da CMS), realizada no Shopping Bosque dos Ipês, o governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PP), afirmou que a realização da COP no estado ocorre “de maneira muito adequada” e avaliou que a expectativa para o evento é positiva. A abertura ocorreu nesta segunda-feira (23).
“A expectativa é positiva. Tem mais de 3.500 pessoas inscritas, a maioria de fora, então isso movimenta muito a nossa economia também”, disse Riedel ao lado do secretário Jaime Verruck, que comanda a Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação).
O governador afirmou que a escolha do Estado para sediar a conferência reforça a importância ambiental do bioma e das políticas públicas voltadas ao desenvolvimento sustentável.
“O que a gente tem conseguido trazer para cá demonstra a relevância do bioma e do Estado nesse cenário. A nossa opção de estabelecer políticas públicas que levem a um crescimento vigoroso, mas com responsabilidade ambiental, reflete nos eventos que estão acontecendo aqui”, afirmou.
Além do impacto econômico, o governador avaliou que a conferência deixa um legado científico para o Estado, ao aproximar universidades, pesquisadores e instituições internacionais. “O legado da COP é fomentar as relações que nós temos do mundo científico com o nosso Estado”, disse Riedel.
Ele destacou que muitos participantes são formadores de opinião, como diplomatas, cientistas e especialistas.“O principal são formadores de opinião que vão embora levando daqui a divulgação desse grande potencial turístico que a gente tem", que ajuda a projetar Mato Grosso do Sul internacionalmente.
Ao JD1, Jaime Verruck falou sobre o mutualismo das políticas de rpesrvação com o agronegócio e produção rural que é principal motor econômico do estado. "O Pantanal depende, inclusive, da própria pecuária no seu si. Então hoje existe uma convivência
normal entre as aves migratórias, não só as aves locais também, e o processo todo da
produção. Então a preservação do Pantanal, quando a gente fala, ela preserva para a gente
continuar com a atividade pecuária sustentável, para a gente continuar com o turismo e,
obviamente, com a biodiversidade, que é exatamente essas atividades migratórias".
Para o secretário, as medidas se conciliam. "A política pública tem que trazer exatamente essa capacidade, conciliar a preservação e a manutenção dessas atividades".
Sobre a COP15 da CMS
O evento internacional da Conferência da ONU (Organização das Nações Unidas) sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres (COP15) acontece pela primeira vez no Brasil, tendo Campo Grande (MS) como sede.
A conferência conta com a presença da ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, e do presidente designado da COP15 e secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco.
Também participam a secretária-executiva da CMS, Amy Fraenkel, a prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes, e o secretário de Energia, Clima e Meio Ambiente do Ministério das Relações Exteriores, Mauricio Lyrio, além de outras autoridades internacionais.
Com o lema “Conectando a natureza para sustentar a vida”, a COP15 tem seu ato formal de abertura nesta segunda-feira (23) e segue até o dia 29 de março.
A CMS é um tratado ambiental das Nações Unidas, em vigor desde 1979, que promove a conservação de espécies migratórias, seus habitats e rotas em escala global. A COP é a principal instância decisória da CMS, reunindo representantes, cientistas e especialistas de 132 países e da União Europeia para atualizar as listas de espécies protegidas pelo acordo, definir o orçamento e resoluções que orientam políticas públicas e iniciativas de conservação no mundo todo. Ao todo são 1.189 espécies migratórias listadas, sendo 962 aves, 94 mamíferos terrestres, 64 mamíferos aquáticos, 58 espécies de peixes, 10 répteis e um inseto.
JD1 No Celular
Acompanhe em tempo real todas as notícias do Portal, clique aqui e acesse o canal do JD1 Notícias no WhatsApp e fique por dentro dos acontecimentos também pelo nosso grupo, acesse o convite.