Polícia

'Chegou fazendo ameaças e atirando', diz chaveiro que viu Bernal matar empresário

A testemunha conseguiu 'fugir de fininho' enquanto temia ser o segundo alvo do ex-prefeito

25 MAR 2026 • POR Brenda Assis • 09h11
Roberto Mazzini é servidor estadual - Redes Sociais

O depoimento de um chaveiro que presenciou o assassinato do empresário Roberto Carlos Mazzini, de 61 anos, trouxe novos detalhes sobre o crime ocorrido na tarde desta terça-feira (24), em uma residência na Avenida Antônio Maria Coelho, região central de Campo Grande.

Segundo o relato à polícia, o profissional foi contratado para abrir o imóvel após a vítima ter adquirido a casa em leilão. Ele contou que chegou ao local por volta das 13h, abriu o portão social e, em seguida, acompanhou Roberto até a porta principal da residência, onde iniciaria o serviço.

Ainda conforme o depoimento, enquanto tentava destrancar a porta, posteriormente identificado como o ex-prefeito Alcides Bernal, entrou pelo portão com uma arma de fogo em punho.

A testemunha afirmou que o autor já chegou apontando a arma e gritando: “O que você está fazendo aqui na minha casa, seu filho da puta”. Sem dar tempo para qualquer explicação, efetuou um disparo contra o empresário.

Na sequência, o chaveiro disse ter visto a vítima cair ao seu lado logo após o tiro. Posteriormente, o autor teria voltado a arma contra o trabalhador. Desesperado, ele afirmou que apenas prestava serviço. Mesmo assim, foi obrigado a se deitar de bruços.

O depoente destacou que, em nenhum momento, houve discussão, briga ou reação por parte da vítima. Detalhando que a única pessoa armada era Bernal, já que os dois não apresentaram qualquer tipo de resistência.

Ainda segundo o relato, o suspeito continuava fazendo ameaças e chegou a apontar novamente a arma para o empresário já caído, aparentando estar sem vida.

Aproveitando um momento de distração de Bernal, o chaveiro conseguiu se levantar lentamente e fugir do local. Ele contou que saiu “de fininho”, temendo ser morto também. Após alcançar uma distância segura, entrou em contato com o filho e pediu que acionasse a polícia.

Abalado, o homem afirmou que não viu o que aconteceu depois, nem quantos disparos foram feitos ao todo. Ele disse se recordar de apenas um tiro enquanto ainda estava na residência.

Investigação

O caso é investigado pela Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) Cepol. O ex-prefeito foi preso em flagrante após se apresentar à polícia e alegar legítima defesa.

A Polícia Civil segue apurando as circunstâncias do crime, incluindo a dinâmica dos disparos e a disputa pela posse do imóvel. 

O ex-prefeito foi então encaminhado para o Presídio Militar, onde passou a noite em uma cela especial. O suspeito do crime irá passar por audiência de custódia durante a manhã desta quarta-feira (25), onde o juiz irá decidir se mantém a prisão do investigado ou o solta para responder ao crime em liberdade.

O JD1 Notícias aguarda no Fórum os desdobramentos do caso.