Expocanas reforça posição de Mato Grosso do Sul como polo de bioenergia
Evento em Nova Alvorada do Sul destaca produção de etanol, bioeletricidade e biometano no estado
25 MAR 2026 • POR Taynara Menezes • 18h37Nova Alvorada do Sul, reconhecida como o segundo maior produtor de cana-de-açúcar do Brasil, recebe de 25 a 27 de março a 4ª edição da Expocanas, principal evento do setor sucroenergético de Mato Grosso do Sul. O governador Eduardo Riedel participou da abertura e destacou a relevância da produção do município, que atingiu 8,1 milhões de toneladas de cana.
“É um evento que começou pequeno e está na quarta edição, com dimensão estadual e nacional. Reflete o que vem acontecendo em termos de transformação energética no Estado. Pelo etanol, e geração de eletricidade pelo biometano. São grandes investimentos do setor industrial na área de biometano, que está no coração da nossa estratégia. A Expocanas é onde tudo isso começa, no campo, na produção, na eficiência produtiva”, afirmou Riedel.
Mato Grosso do Sul conta com 22 usinas produtoras de etanol hidratado, todas cogeração de bioeletricidade, e 14 exportam excedente para a rede nacional. Na safra 2024/2025, o estado produziu 4,3 bilhões de litros de etanol, sendo 37% originados do milho, com projeção de crescimento para 4,7 bilhões de litros na safra 2025/2026. O setor também produziu 2,6 milhões de toneladas de açúcar e 2.200 GWh em bioeletricidade, equivalente ao consumo residencial anual do estado.
O segmento está presente em 42 municípios, movimenta mais de R$ 1,4 bilhão em massa salarial, gera cerca de 34 mil empregos diretos e representa 18,9% do PIB industrial do estado (2023).
Durante o evento, foi apresentada a projeção da safra 2025/2026 e assinada concessão de incentivos fiscais para a indústria de beneficiamento de amendoim MS Grãos Nuts, que investirá R$ 30 milhões em unidade em Nova Alvorada do Sul.
Riedel também visitou a planta de biometano da Atvos, que terá capacidade de produzir cerca de 28 milhões de metros cúbicos por safra, a partir de subprodutos da cana. “É o início de uma nova cadeia produtiva no Estado. E ajuda a transformar a matriz energética de Mato Grosso do Sul. O Estado se posicionou estrategicamente dentro de dois grandes temas globais, transição energética e segurança alimentar com sustentabilidade”, concluiu o governador.