Agronegócio

Safra recorde de cana-de-açúcar em MS deve gerar 5 bilhões de litros de etanol

Produção de 52 milhões de toneladas de cana na safra 2025/2026 deve resultar em 2,1 milhões de toneladas de açúcar

26 MAR 2026 • POR Taynara Menezes • 19h10
Segundo a Biosul, Mato Grosso do Sul se consolida como um dos principais polos de energia - Foto: Secom

Mato Grosso do Sul deve alcançar uma produção recorde na safra 2025/2026, com 52 milhões de toneladas de cana-de-açúcar moídas, resultando em 5 bilhões de litros de etanol e 2,1 milhões de toneladas de açúcar. O Estado já responde por 13,5% da produção nacional de etanol, com destaque para o etanol de milho, que representa 44% do total produzido.

Os dados foram apresentados nesta quinta-feira (25), durante a 4ª Expocanas, realizada em Nova Alvorada do Sul, o maior produtor de cana-de-açúcar do Estado. Considerada a maior vitrine tecnológica da cultura da cana em Mato Grosso do Sul, a feira reúne cerca de 120 expositores e tem expectativa de público de aproximadamente 10 mil visitantes.

A abertura do evento contou com a presença do governador Eduardo Riedel, do secretário de Estado Jaime Verruck (Semadesc), do secretário-adjunto Artur Falcette, dos secretários executivos Rogério Beretta e Esaú Aguiar, além do prefeito José Paleari e de autoridades do setor produtivo. Durante a cerimônia, foram apresentados o balanço da safra e as perspectivas para o setor de bioenergia, que segue em expansão no Estado.

Segundo a Biosul, Mato Grosso do Sul se consolida como um dos principais polos de energia renovável do Brasil, ocupando posições de destaque: 4º maior produtor de cana-de-açúcar, 4º maior produtor de etanol, 2º maior produtor de etanol de milho, 5º maior produtor de açúcar e 4º maior exportador de bioeletricidade. O setor sucroenergético gera mais de 34 mil empregos diretos no Estado.

Para o secretário Jaime Verruck, a Expocanas evidencia a importância estratégica do setor para o desenvolvimento regional. “A cadeia sucroenergética é uma das bases do nosso crescimento, com forte capacidade de geração de emprego, atração de investimentos e agregação de valor. Quando falamos em bioenergia, estamos falando de um setor que coloca Mato Grosso do Sul na vanguarda da transição energética, com sustentabilidade e competitividade”, afirmou.