Agronegócio

Nova usina de etanol de Jaraguari recebe licença e deve gerar R$ 300 milhões em investimentos

Empreendimento vai fortalecer setor de biocombustíveis e criar oportunidades na região

1 ABR 2026 • POR Taynara Menezes • 18h12
O projeto prevê um investimento de R$ 300 milhões e terá capacidade para processar 500 toneladas de milho - Foto: Mairinco de Pauda/Semadesc

Jaraguari vai ganhar uma nova indústria no setor de bioenergia. A Usina de Etanol de Amido Pioneiras teve sua Licença de Instalação entregue oficialmente na segunda-feira (30) ao empresário Egnomar Freitas Tiago, consolidando mais um passo na expansão industrial de Mato Grosso do Sul.

O projeto prevê um investimento de R$ 300 milhões e terá capacidade para processar 500 toneladas de milho ou sorgo por dia, com produção anual estimada em até 200 mil metros cúbicos de etanol. A iniciativa reforça o papel do Estado como polo estratégico de biocombustíveis, agregando valor à produção agrícola e ampliando a infraestrutura industrial.

A chegada da usina deve impulsionar o desenvolvimento econômico de Jaraguari, com geração de empregos, atração de novos negócios e melhorias na infraestrutura local. O município já trabalha na estruturação de um polo industrial e em projetos de melhoria logística, incluindo a pavimentação de acesso à área da indústria.

Durante a entrega da licença, autoridades destacaram a agilidade no processo de licenciamento ambiental e o ambiente favorável aos investimentos como fatores que contribuíram para a viabilização do projeto. O prefeito Cláudio Ferreira da Silva agradeceu o apoio do secretário Jaime Verruck e do Imasul, afirmando que o empreendimento vai fortalecer o desenvolvimento da cidade.

O secretário Jaime Verruck destacou que levará a demanda do município ao governador Eduardo Riedel e deu boas-vindas ao empresário, expressando confiança no sucesso da nova usina.

Mato Grosso do Sul já conta com três usinas de etanol de milho em operação: em Sidrolândia, Dourados e Maracaju. A chegada da planta de Jaraguari amplia o setor, diversifica a economia regional e fortalece a competitividade do Estado no mercado de energias renováveis.